Esta manha, depois de uma noite mal dormida e de um cafe' forte e uma baguete, fui ate' ao centro de Nha Trang a pe'. Esta' um calor torrido mas mesmo assim resiti 'a tentacao de apanhar um taxi mota, e la' fui pelas ruas poeirentas fora, afastando-me da praia e dos turistas.23 março 2009
Mais um dia no Vietnam
Esta manha, depois de uma noite mal dormida e de um cafe' forte e uma baguete, fui ate' ao centro de Nha Trang a pe'. Esta' um calor torrido mas mesmo assim resiti 'a tentacao de apanhar um taxi mota, e la' fui pelas ruas poeirentas fora, afastando-me da praia e dos turistas.21 março 2009
Nha Trang
20 março 2009
Madame, Buy me something
18 março 2009
O Vietnam, finalmente
16 março 2009
Perfume Pagoda
Marquei uma excursao para um templo, so que nao sabia que era epoca de um festival especial e ainda por cima, Domingo.
Fui de carro ate uma vila onde apanhei um barquinho com mais um casal americano e um casal italiano. E os dois guias. Uma hora de viagem num barco com as bordas a rocar a agua. Um cenario muito bonito, com montanhas muito verdes.
Depois tive que caminhar uma hora, para chegar ao topo da montanha onde, numa gruta se encontra o templo do Perfume. Parecia uma feira. Montes de barulho, vendedores de tudo e mais alguma coisa, e vietnamitas que iam fazer ofertas 'a deusa do templo. Cheguei ao topo cansada e a transpirar por todo o lado. No tempplo, era quase impossivel caminhar. Nem cheguei ao fim da gruta.
Fiquei a ver as oferendas: comida, figuras de bebes (para os casais sem filhos pedirem um 'a deusa) e dinheiro.
Foi interessante de certa forma porque nao havia estrangeiros, mas era gente a mais.
Desci a montanha numa coisa que agora nao me lembro o nome, tipo como ha na expo. Umas cabines presas nuns cabos. Almocei num restaurante que tinha carne de cao e de um roedor nojento, pendurada. So consegui comer o arroz. Tudo o resto era nojento. Comprei um pao num vendedor de rua para nao morrer de fome.
Agora tenho que ir. Vou fazer uma excursao de dois dias.
14 março 2009
Hanoi dia 1
Hanoi nao e uma cidade bonita. Os templos estao mal tratados e sao muito explorados para vender souvenirs aos turistas. Fui visitar o mausoleu do Ho Chi Min. E' coisa de ditadura. Nao vou descrever mas podem imaginar. Muito marmore.
Andei muito a p'e. Especialmente depois de um condutor de cyclo me ter deixado, propositadamente, no sitio errado, e de eu me ter perdido. Agora olho para o mapa e ando a p'e. E expulso os chatos dos taxisitas, condutores de cyclos e de motas que passam o dia todo a assediar.
Estou entupida pela poluicao do ar e sonora. Motas a buzinar a toda a hora. Milhares e milhares de motas. Que buzinam de minuto a minuto.
A comida desiludiu. Ontem comi uns rice noodles cheios de alho e hoje comi o prato nacional pho ga. Uma especie de canja de galinha com ervas ca da zona. Muito enjoativo. Ainda vou ter que explorar melhor os menus dos restaurantes.
E por hoje e tudo. Vou ao meu quarto agora e ja trago o fio da maquina para passar algumas fotos para o blog.
Ate logo.
11 março 2009
Férias
Parto amanhã do Porto e chego a Hanoi dia 13 de Março, à noite. Logo que possível dou notícias.
Beijinhos a todos.
Cláudia
16 janeiro 2009
Voltar à Normalidade - O Início
Passo 2 - Cozinhar refeições para mim
Passo 3 - Regressar ao ginásio
...
22 dezembro 2008
Como disse alguém que me conhece bem...
19 dezembro 2008
Tristeza Crónica
É ter falta de energia para fazer o que gosto, é só estar bem no escuro a pensar como podia ser feliz, é perder a criatividade, é sentir-me mal com o corpo que arrasto, e ter a sensação que, todos os dias, ficou qualquer coisa por fazer: a louça por lavar, a roupa por passar a ferro, o telefonema ao amigo que não vemos há muito tempo, o corte no cabelo, a conversa importante com o colega de trabalho, a ida ao ginásio.
Tive uma recaída. E seguramento porque estamos naquela fase em que fazemos um balanço do ano. O meu foi desperdiçado a dormir horas sem fim. E é isto que significa para mim estar deprimido. Saber que “there is more to life than this” mas não ser capaz de sair do estado de letargia que se apoderou de mim.
Neste momento tenho medo. De passar por outro ano igual. Mas pelo menos sinto que algo mudou desde o início de 2008. Pelo menos sei que a vida pode ser melhor do que foi até agora. E é com a pensar nisto que vou entrar em 2009. It can´t get any worse.
08 novembro 2008
Férias dia 4
05 novembro 2008
Férias dia 3
30 outubro 2008
24 outubro 2008
13 outubro 2008
02 outubro 2008
29 setembro 2008
Adolescência
Fiquei contente quando me disse o médico que estou a passar por uma nova adolescência. Porque detestei a anterior que custou tanto a suportar. Posso agora tê-la de volta mas com independência financeira. Mais uns quilos, celulite e ainda com algumas borbulhas. Mas posso fazer o que devia ter feito na altura. Experiementar sem culpa, sem ter de dar contas e mais importante, com consciência do que me pode fazer mesmo mal. Posso falar do que me vai na alma, falar com as amigas, com a mãe e as irmãs, posso finalmente comunicar. O que estava a faltar até agora. É uma aprendizagem lenta, mas que mostra resultados. Apesar de devagar, a partir de agora, acredito que só posso ir para cima. E um dia vou chegar a adulta. E mais vale tarde do que nunca.
23 setembro 2008
Cantinhos
06 setembro 2008
O fardo da solidão
Estar sozinha pesa de forma diferente às mulheres sós que eu conheço. E a algumas não só não é peso como é uma forma mais fácil de viver. Reconheço que o peso da solidão se nota cada vez mais em mim- Porque somos todas diferentes e porque temos mais ou menos energia ou sonhos diferentes.
Em conversa com a minha irmã já surgiu mais que uma vez este tema, de procura de um companheiro. Dizia-me ela que é principalmente na busca de segurança que se baseiam as relações ou os casamentos. Eu digo que é mais que isso. Que é uma necessidade de partilha de tarefas. Mais do que uma rede financeira de apoio em caso de emergência, procuramos quem nos alivie o fardo das tarefas que nos traz a vida. Não ter que fazer ou decidir tudo sozinha. E reconheço que é exactamente nisto que se baseiam algumas decisões de ficar sozinha. Liberdade para as decisões, independência, poder usufruir do nosso tempo sem ter que o dividir com mais alguém. A mim, que tanto apregoo as vantagens de não ter que dividir o meu tempo nem reger o dia em função de ninguém, começa-me a pesar a responsabilidade de ter que fazer tudo sozinha. De ter que escolher o que jantar, que carro comprar, que filme ir ver, de não ter quem me compre os bilhetes de avião para ir de férias, que traga o mapa e conduza durante a viagem que há a fazer, que escolha as fotos a pendurar na parede, que me mostre um CD que não conheço sem ter que ser eu a procurar...Falta-me uma muleta, alguém que de vez em quando faça o que me compete a mim fazer, que me alivie a carga e as preocupações.
Que venha esse alguém, que eu egoistamente procuro para me aliviar mas também para uma relação altruísta em que se dividam as tarefas que nos foram dadas automaticamente assim que nascemos e que se tornam mais complexas conforme passa o tempo, e que não temos vontade ou energia de terminar.
31 agosto 2008
Abraços
O único namorado que vale a pena mencionar dizia-me, muito furioso, que eu não sabia dar abraços. Ficava frustrado quando me pedia um, e eu, na minha melhor tentativa retribuia os carinhos que lhe saiam dos braços que me rodeavam, com um corpo muito rígido e braços tesos, sem conseguirem espalhar calor e miminhos, da forma como os abraços foram feitos para fazer. Oh! Assim não vale! Dizia ele irritado. "Não sei melhor" respondia-lhe. Mas só depois de muitas tentativas de abraços mal dados, se apercebeu que eu era um caso perdido. Procurou miminhos de outras formas.
Estou convencida que o único abraço que dei à minha melhor amiga foi no dia do casamento dela, igualmente teso e forçado, porque não é essa a forma que tenho para expressar o que sinto, apesar de saber que era o que pedia o momento.
Um dia da passada semana um colega no trabalho deu-me inesperadamente, depois de o ajudar com o computador, um abraço cheio de força. E eu encolhi-me toda de início, não me sentindo confortável com tanta proximidade física. Ainda por cima sem nenhum acontecimento que o justificasse. Senti que fui rude, mas não sei de facto melhor, o que afasta um pouco as pessoas por pensarem que não quero saber dos outros.
15 julho 2008
25 junho 2008
17 junho 2008
10 junho 2008
Ausência
No meio da solidão que sinto é inevitável que me ponha a pensar quem gostaria que me fizesse companhia. Quem poderia ser a pessoa que se desse bem comigo, que características devia ter, mais ou menos igual a mim, os valores, os hábitos e gostos.
E de repente convidam-me para sair. E a companhia não é nada daquilo que imaginei. Não acreditamos no mesmo, não temos o mesmo estilo de vida, não frequentamos os mesmos sítios, não temos as mesmas ambições, o mesmo background, o mesmo gosto, o mesmo carro. Não podemos viver em mundos mais distintos. E mesmo assim passo uma noite divertida, e tenho vontade de repetir.
Há pessoas que sei que nunca vão passar comigo mais que umas horas de alguns dias. Mas fazem-me sentir bem, fazem-me rir, sinto-me elogiada, e naquele momento breve, fiz falta a alguém, deram-me e dei prazer. E durante uns dias esqueci os requisitos que tinha colocado a quem era suposto fazer-me companhia. Uma quebra na rotina.
E depois as diferenças põem um fim a tudo. Não saímos mais, não recebo mais telefonemas nem convites para jantar. Sabia desde o início que ia ser assim mas mesmo assim não consigo deixar de me sentir triste. Queria fingir mais, não me sentir rejeitada mais uma vez. Porque me dou com muita facilidade e não sei lidar com o que vem depois. E depois de tantas vezes se passar o mesmo, continuo a não saber o que é melhor para mim. Envolver-me facilmente, sentir-me bem apenas brevemente e sofrer depois, ou não viver nada. Com medo do vazio que vem a seguir. Arrependemo-nos mais facilmente daquilo que não fizemos ou é melhor evitar as situações que sabemos que não conseguimos lidar? Não sei. Mas para a próxima, com tanta fragilidade, desconfio que me vou dar com a mesma facilidade de sempre.
28 maio 2008
High Spirits
Charles Baudelaire
Citação roubada deste artigo do Guardian
26 maio 2008
Inércia
Como se a pouca energia que me resta fosse toda canalizada para sentir pena de mim própria e para os outros não sobra nada. E depois vem o sentimento de culpa que acumula com a inépcia para lidar com a vida que construí. Fico em estado de torpor físico e moral. Dormência apática. Não me apetece fazer nada. Só tenho vontade de sentir pena de mim.
23 maio 2008
Afundada na minha cama
Mas depois o que podia ser sonhar passa a ser evitar viver uma vida que não me agrada. E os 15 minutos passam a 15 horas. No calor e trasnpiração da minha cama é tudo como eu quero e sou eu que mando no meu destino. Sem ter que me esforçar, sem ter me mexer para fazer alguma coisa. Uma opção fácil de vida. Não ter que conviver, nem ter que tirar o pijama. Não interessa se faz sol ou se faz chuva lá fora. Fico à espera que a fome me vença. Levanto-me e como qualquer coisa, tomo banho, abro a porta da rua e vou finalmente fazer o que é mesmo preciso.
20 maio 2008
Gente complicada
Eu - Não me queres convidar para fazer alguma coisa?
Ele – Só agora é que acabei de jantar e tenho um café combinado...Para além disso ando stressado com umas cenas que tenho que terminar do trabalho. Quando terminar acho que tenho que beber uns copos. Mas antes disso gostava de tomar um cafézinho contigo.
Descodificador Claudipédia de sms – Não quero convidar-te para fazer o que quer que seja.
Bolas, não era mais fácil responder sim ou não? E depois as gajas é que são complicadas.
17 maio 2008
Herdade das Pias 2006, vinho regional alentejano
É uma desculpa para a falta de interesse que pareço motivar nos outros. Caracterizar-me como um jardim escondido. Falta de modéstia também. Que importa.
Já me apercebi que a vida corre em ciclos. Como que se as situações se repetissem, com a única diferença de já as conhecermos quando nos acontecem pela segunda ou terceira vez. Encaramos com mais força, com mais desinteresse e damos menos importância às adversidades. Também as alegrias me vêm como repetições. É tudo igual e passageiro. Sempre o mesmo mas com pessoas diferentes e lugares diferentes. E é a isto que se resume a vida. Uma colecção de desilusões, onde a única coisa que não muda é o pano de fundo, somo nós, que estamos sempre aqui. Sempre iguais. Por maiores que sejam as mudanças.
Conversas Messenger
S diz: ohh
Cláudia diz: e tu o q querias?
S diz: sei la
Cláudia diz: uns copos de vinho dão me sempre para filosofar. Eu queria gostar mais de mim. Vou pedir ao pai natal.
S diz: Só não gostas porque és parva
Cláudia diz: Então gostava de nao ser parva.
S diz: pede issoao pai natal.
Cláudia diz: não acredito no pai natal. E ainda estamos em Maio
14 maio 2008
Self Portrait

Senti-me muitas vezes assim. Deitada na cama, depois de sentir nada, nem preenchida, nem que alguma coisa tivesse sido ganha. Ninguém entrou dentro de mim, não fui tocada, não senti alegria. Ficava deitada na cama, com alguém ao meu lado com a mesma indiferença. Fazem-se as coisas porque sim. Talvez porque é diferente para os homens, ou talvez não. Por solidão, porque houve a oportunidade, por acreditarmos que desta vez vai ser diferente. Por vaidade, pela conquista, porque na altura pareceu boa ideia. Uma forma de fugir ou de esquecer qualquer coisa ou alguém. Dá-se pouco, recebe-se menos, e um véu fica sempre no meio como uma barreira, e nao permite que seja mais do que o pouco que é.
As pessoas sozinhas são assim. Procuram companhia, mesmo sabendo que não vão trazer mais nada para além disso. Habituadas a não pedir nada e a não esperar nada. Ficam deitadas, apáticas. Porque desta vez podia ter sido diferente ou já a saber que era só isto e mais nada. Sem alegria, sem um sorriso. Já dias houveram em que sabiamos a diferença. Davamos muito a quem nos dava de volta. E é por isso que se sabe a diferença. Não tem sempre que ser assim. Mas cada vez mais, é só isto que esperamos. Alguém ao nosso lado que podia não lá estar. E que cada vez menos nos faz falta. Não me deu nada a não ser mais tristeza. E fico deitada na cama com ar de enfado . Não sei que mais esperava.
07 maio 2008
Fim-de-semana prolongado

06 maio 2008
Aceitação
Vivi a vida amarrada por não poder dizer o que pensava. Não era liberdade de espressão que me faltava, nem silêncios imensos que pudesse quebrar para dizer o que queria. Mas há forças muito maiores que nos impedem de falar. Saber que não era assim que devia ser, que há coisas das quais não se falam nem se sentem, estarmos todos preocupados demais a pensar para dentro para o dizer para fora. Faziam pouco de mim ou ralhavam-me. Não é assim que uma mulher se comporta. Não é politicamente correcto agir da forma como o faço. E a falta de jeito para comunicar parece ser herditária. Não comunicava com palavras nem com gestos aquilo que me apetecia. Porque não havia mais ninguém que o fizesse, e temos sempre a tendência para copiar os que nos rodeam. Somos modelados pelos exemplos que temos. Continuo a não saber dizer o que sinto e não tenho conhecimentos de expressão corporal. Mesmo estudando a teoria falta-me saber com se põe em prática. E de que adianta falar. Tudo passa, vais ver. Mas muita coisa não passou, e tudo aquilo que me apetecia dizer sai-me agora com muita falta de jeito e de forma precepitada. Porque por mais que a força de vontade esteja do nosso lado o talento é inato, e quanto a isso não há nada a fazer. Exorciso demónios, revolto-me e não me importo que possam não gostar do que agora tenho para dizer ou da forma como o faço. Porque chega uma altura em que o que guardamos cá dentro é como as recordações que temos na gaveta e que não servem para nada e só ocupam espaço que devia ser usado para coisas novas. Devemos deitá-las fora, dando uma última mirada àquilo que foi o nosso passado. Não podem ficar mais tempo fechadas. São para vir para fora uma última vez e depois queimadas. Queimo agora todas as palavras que queria dizer e mesmo ficando triste por não agradar, não as aguento mais tempo dentro aqui fechadas. Sou assim e não sei melhor.
Não sei escrever apenas de recordações agradáveis do meu passado recente. As mais antigas e dolorosas também me apetece escrever. Gostava que ninguém lesse estas palavras. Ou então, e não se mudando nada do que foi até agora, faz-se de conta que não foram escritas. Por que tudo passa vais ver. E não era isto que era suposto uma mulher como eu escrever.
Pintar o mundo com cores
05 maio 2008
Escapes


01 maio 2008
Filme para o feriado
Nem Tudo Nem Nada
Penso muitas vezes no André. Que me fazia bem a tudo e que sabia sempre dizer-me com uma honestidade brutal aquilo que eu precisava de ouvir. Como fui capaz de o deixar ir embora, de perder o número de telefone dele e de não poder sequer dar-lhe os parabéns no dia do seu aniversário? Disse-me um dia que eu tinha que parar de achar que era feia. Eu era nem mais nem menos, e nas suas palavras, mais uma. Nem melhor nem pior, era mais uma que andava por aí. Que alguém repara e que muita gente não vai nunca reparar. Mas não era pior que isso. Deixei-me ficar deitada na cama com um sorriso de conforto. Gostei ainda mais dele nesse momento, porque percebi que podemos ser especiais para alguém, como eu era para ele, sendo a mais normal das mulheres. Nem feia, nem bonita, nem inteligente nem burra. Sendo comum, a mais comum das mulheres. Que acorda de manhã despenteada, e passa vários dias de mau humor, que dá pouco de sí e que com muita falta de jeito tenta dar sinais de afecto àqueles de quem mais gosta. “Não sabes dar abraços!” Queixava-se ele e eu ficava encolhida sem saber como fazer melhor. Ele ria-se e com os braços à minha volta perguntava se iamos ficar juntos para sempre. Um “juntos” que sabiamos os dois o que significava. Juntos por já termos dado tanto um ao outro, por gostarmos muito um do outro mesmo sabendo que apenas nos tinha sido contemplado o meio termo.
Ele gostava de mim e deu-me aquilo que tinha e queria dar. Porque não precisamos de dar toda a nossa vida quando gostamos de alguém. Acredito que há um meio termo. E podemos escolher dar esse meio termo por ser isso que temos para dar nesse momento. Um meio termo pode ser dado a alguém muito especial. Porque as boas relações podem ser boas recordações e porque nem todos os amores vivem de promessas eternas.
1 de Maio em Avilhoso
30 abril 2008
Seis Coisas Sem Importância

1) Deixar a meio um livro que me está a aborrecer.
Não me parece lógico penar em frente às páginas de um livro que não me está a interessar. Com tanto livro nas prateleiras das livrarias, é mesmo um desperdício de tempo.
Afinal, já me habituei que seja grande. E dá-me imensa satisfação dizer ao personal trainer do ginásio que não estou lá para perder peso, tonificar ou todos aqueles problemas idiotas que mulheres com barrigas grandes e rabos flácidos pensam que vão resolver a caminhar na passadeira ou a pedalar na bicicleta. Mesmo que depois comam um bola de berlim e bebam um café com adoçante.
3)Que eu não entenda o que me dizem os homens.
Eu vou sempre achar que me estão a mentir. E de qualquer maneira é muito mais importante entender o que dizem as mulheres. Temos coisas bem mais interessantes para dizer.
4)O cheio a vacas que paira na minha rua.
Bem melhor que o cheio a tubo de escape de autocarro que se sente na Avenida dos Aliados.
Eu até já comprei uma bicicleta.
6)Que ninguém goste de mim.
Porque eu adoro-me. Principalmente agora que vou ter um metro e oitenta sempre que calçar as minhas sandálias novas com salto de 8 centímetros.
Aura (dedicado ao Rui)
Gosto muito de mim.
Gosto de pentear o meu cabelo comprido e castanho e de o ver crescer. Gosto do meu pescoço longo e das minhas unhas grandes. Gosto de ter mamas pequenas porque me faz parecer mais magra. Gosto de ser alta mas não muito. Gosto da cor da minha pele no verão e da tatuagem que tenho nas costas.
Gosto de me lembrar sempre de um monte de disparates para dizer quando estou a jantar em grupo. Gosto de ter opinião sobre tudo e de ser bruta quando não concordam comigo. Gosto de saber explicar porque gostei de ler um livro ou de saber descrever o que me fez sentir um quadro num museu ou um filme no cinema.
Gosto de chorar por tudo e por nada. Acredito que o faço porque sou sensível. Gosto das pessoas e de conseguir ver uma qualidade em todas elas. Gosto de conseguir ver o lado positivo de tudo, mesmo do que é mais negro. Gosto de ficar elegante quando me visto de preto.
Gosto de não ter vergonha de expor aquilo que escrevo. Gosto do meu corpo quando estou nua em frente a um homem que me agrada. Gosto mais do meu corpo quando estou nua do que quando estou vestida.
Gosto de ter a coragem que sempre tive para fazer certas coisas mesmo tendo muito medo. Gosto de saber escolher um livro para ler, gosto de tomar decisões seguindo o meu coração e nunca me arrependi. Gosto de sofrer por paixões impossíveis, gosto desta capacidade de ver um anjo no mais comum dos homens.
Gosto de saber que tenho os mesmos amigos há muitos anos e que os que estão longe não se deixam afastar pela distância.
Gosto de ser parecida com a minha mãe e igualzinha ao meu pai. Gosto de saber que mesmo que ninguém goste do que aqui escrevi, me vou sentir aliviada por conseguir admitir que de facto, há imensas coisas que eu gosto em mim. Mesmo sendo aquelas que deviamos guardar para nós. Gosto desta minha capacidade para me expor, sem ter vergonha do que os outros vão pensar.
29 abril 2008
Uma Fase Negra
Nas alturas em que estou mais em triste e em que decisões difíceis têm que ser tomadas, e independente do motivo que me deixou triste, sinto sempre necessidade de apoio. E não é apoio dos amigos ou dos pais. É de alguém que faça as coisas por mim, que me tome as decisões, que vá ao multibanco pagar as contas, que trate dos papéis, que me faça o IRS, que veja o óleo do carro, que me dê segurança se o dinheiro do salário me deixar de cair na conta ou se não conseguimos suportar uma despesa médica grande, se não consigo ir ao cinema sozinha ou se me custa ir comprar os bilhetes para um concerto. Se não me apetece conduzir o carro para ir a uma festa de anos, se não me apetece fazer o jantar mas mesmo assim tenho vontade de comer, alguém que me compre os bilhetes de avião na internet, que trate dos fundos de investimento ou que chame o electricista. Alguém que me dê o ombro como substituto da almofada, que me introduza a um escritor que ainda não conhecia, que me organize os Cds para que os consiga encontrar, que me diga que vai correr tudo bem se aos 65 anos não tiver poupanças para a reforma.
É nestas alturas, em que me sinto cansada de fazer e decidir tudo sozinha, que gostava de ter alguém que me ajudasse. Se às vezes estou bem assim, por vezes acontece não saber onde mais posso ir buscar forças para vestir um vestido e por a maquilhagem para mais uma vez ir só ao aniversário da nossa amiga onde estão todos acompanhados, de ir comprar mobília e montá-la sozinha, de pôr os estores nas janelas só com dois braços quando mais uma par fazia bastante falta.
Deito a cabeça na almofada e não durmo. Por não ter vontade de deixar entrar alguém assim na minha vida. Porque afinal, eu pago as contas, eu monto os móveis, divirto-me sozinha nas festas, conduzo o carro quando tenho que ir a algum lado, faço o meu IRS, vou ao cinema, e por vezes tenho quem me dê o ombro para encostar a cabeça em substituição da almofada.
Deito a cabeça e não durmo. Estou cansada de fazer tudo e de me preocupar sozinha com tudo. Deito a cabeça e não durmo porque não deviam ser estes os motivos para se decidir passar a vida com alguém. Deito a cabeça e não durmo porque tenho dúvidas que seja nesta idade que encontre alguem com quem queira ficar por amor, e não porque me dá jeito ter alguém que me execute as tarefas do dia-a-dia. Deito a cabeça e não durmo porque acredito que o amor só existe até aos 20 anos. Tudo o que vier depois disso, é comodismo.
28 abril 2008
Os homens acariciam o clitóris das esposas
Com dedos molhados de saliva.
O mesmo gesto com que todos os dias
Contam dinheiro, papéis, documentos
E folheiam nas revistas
A vida dos seus ídolos.
Sexta-feira à noite
Os homens penetram suas esposas
Com tédio e pénis.
O mesmo tédio com que todos os dias
Enfiam o carro na garagem
O dedo no nariz
E metem a mão no bolso
Para coçar o saco.
Sexta-feira à noite
Os homens ressonam de borco
Enquanto as mulheres no escuro
Encaram seu destino
E sonham com o príncipe encantado.
Marina Colasanti
Arrumação
Eu - Se fizer isso, não fica nada cá dentro
Ele - Óptimo, ficas com espaço para coisas novas
Mudar de vida
Às vezes sentimos necessidade de mudar de vida. Mudar de casa se não estamos a viver bem na nossa, mudar de relação se não nos sentimos amadas, mudar de país porque precisamos da experiência ou da aventura, mudar de emprego porque nos faz falta um novo desafio (ou um salário mais alto). São coisas que com mais ou menos facilidade, ou com mais ou menos força de vontade, conseguimos fazer. Por vezes é ainda mais fácil mudar de vida porque apenas sentimos necessidade de mudar de corte de cabelo, de mudar de carro, de ir para outro ginásio.
Às vezes não encontramos força de vontade para mudar. Não conseguimos por exemplo perder os quilos que temos a mais. E em vez de mudar de peso mudamos o nosso “mind set”. Mudamos a forma como pensamos que algo nos pode afectar a vida. Porque afinal os quilos que lá estão a mais não fazem assim tanta diferença. Se já não temos 20 anos, puxamos a saia 10 centímetros para baixo, um por cada ano que temos a mais. Aprendemos a gostar do que temos e aprendemos que há mais do que uma forma de mudar o que está menos bem na nossa vida. Mudamos a cor das paredes e se calhar a casa já não nos parece tão pequena. Convidamos mais amigos para lá ir e já não está tão vazia.
Mudar factores extrinsecos não me parece impossível. Pode não ser fácil e pode demorar muito tempo. E até mesmo se nunca o fizermos conseguimos pelo menos verbalizar o que gostavamos de poder mudar. Mais complicado é mudar-nos a nós e aquilo que não conhecemos. Como mudamos de vida quando não sabemos a razão para o nosso descontentamento? Quando não é o comprimento do cabelo, não é o emprego, nem o livro que andamos a ler, nem a cor das paredes ou do verniz que usamos nas unhas?
Acordamos de manhã e arranjamos força, nem que se seja a que está escondida mas que no fundo sabemos que está lá. E nos dias em que não a temos, esperamos que passe esse dia menos bom e acreditamos que a vamos ter no dia seguinte. Esperamos que um dia vamos acordar e não vai ser preciso força para mudar. Porque a mudança vai estar dentro de nós.
27 abril 2008
Estrelas de Sexta-Feira à noite
22 abril 2008
Escrever
Não sei vestir as roupas bonitas que tenho no armário de forma a agradar quem olha para mim. E da mesma forma não sei usar todas as palavras que estão no vocabulário de forma a agradar quem me lê ou quem me ouve.
20 abril 2008
Escritas antigas a arder
Dos três diários que trazia o saco, dois já arderam. O único que não tive coragem de queimar foi o que comecei a escrever quando tinha 7 anos. Os outros dois foram escritos entre os 13 e os 17 anos, uma época que gostava de apagar na minha vida, em que fui infeliz e muito desequilibrada. Não fui sequer capaz de reler o que tinha escrito. Eram coisas idiotas e deprimentes.
Queimar tudo isto fez-me aperceber que sempre gostei de escrever. Foi uma forma de terapia que usei desde pequena para me libertar das preocupações. Quando tinha 7 anos porque as minhas irmãs me batiam, quando tinha 13 porque não tinha amigas, aos 16 porque me sentia feia, desadaptada e muito desajeitada.
Para além do meu primeiro diário, salvei ainda das chamas bilhetes que eu trocava com a minha irmã, na altura em que partilhávamos um apartamento em Coimbra. Na época de exames, escrevíamos bilhetes com disparates e colocávamos na secretária uma da outra. Como este poema:
I don´t understand you
Because I don´t
But I like you anyway,
Because I do
We are sisters
Because we are
I hope you enjoy this
Because I do
I know this is stupid
Because it is.
Deitar coisas fora foi algo que aprendi ao mudar tantas vezes de casa. Quanto menos temos, mais fácil é pegar nas trouxas e mudar de poiso. Contou-me a minha mãe, que guarda as recordações apenas quando vale mesmo a pena (quadros, mobílias antigas ou fotos) que quando faleceram os meus avós, ela e os irmãos tiveram que queimar imensas coisas. Foram obrigados a fazer uma fogueira grande e ficaram horas a queimar coisas que não serviam a ninguém. Não vale a pena ficar agarrado ao passado. As únicas recordações que devemos guardar são as que nos ficam na memória. As outras, que precisam de suporte em papel, não podem ser assim tão importantes, senão não precisávamos delas para recordar.
Coisas velhas ocupam espaço que podemos usar para coisas novas. Acumulou-se pó e humidade, apenas para ter coisas que nunca mais ia ler. Vi-as agora pela última vez e fizeram-me rir um bom bocado. Não me vão fazer falta. De que vale guardar coisas do passado? Quando sei que apenas podemos viver o que está para vir.
18 abril 2008
Por falta do que dizer
1. Consultora Junior de Qualidade e Melhoria de Produtividade
2. Figurante na plateia de vários programas de televisão
3. Empregada de mesa
4. Coordenadora de Eventos e Catering
(os quatro primeiros)
Quatro filmes que posso ver vezes sem conta:
1. E Tudo o Vento Levou
2. As Asas do Desejo
3. Irma La Douce
4. Blue Velvet
(escolhi os que vejo desde miúda e nunca me canso)
Quatro sítios onde vivi:(Quatro é pouco...)
1. Espinho
2. Coimbra
3. Lisboa
4.Reading/Inglaterra
(por ordem cronológica)
Quatro sítios onde estive de férias:
1. Londres
2. Tunísia
3. Índia
4. Creta
(as que gostei mais)
Quatro dos meus pratos preferidos:
1. Massa com tudo e qualquer coisa
2. Rancho
3. Bifes de frango panados com arroz de tomate
4. Gratinado de beringela
(como até rebentar)
Quatro Websites que visito diariamente:
1. Hotmail
2. Claudipédia
3. Estado Civil
4. Miss Pearls
Quatro sítios onde gostaria de estar agora:
1. No sofá da sala da minha mãe
2. Em Edimburgo com os meus amigos
3. Fechada no quarto o dia todo
4. Num café acolhedor a ler um livro e a beber chá
(mas não posso porque tenho que trabalhar)
13 abril 2008
Os meus amigos e eu
Os meus amigos e eu. Uns encontram-se enquanto outros perdem-se.
[Ele] Tenho um amigo que há pouco mais de uma semana se sente muito apaixonado. Perguntei-lhe se andava a ver muitas borboletas e a ouvir muitos passarinhos. Respondeu-me que “daqui a pouco começo a acordar com a puta dos pássaros a cagarem-me em cima”.
[Ela] Tenho uma amiga que há uns dias me telefonou a contar como há uma semana atrás se apaixonou. Disse-lhe com falta de modéstia que “tinha que ser eu a apresentar-te um amigo para arranjares um namorado como deve ser.” Mesmo que agora lhe caguem pássaros em cima de manhã ao acordar.
[Eu] Um rapaz que conheci uma noite na rua da baixa do Porto propôs apresentar-me um amigo dele. Disse-me que lhe ia fazer bem porque andava perdido. Perguntei se lhe faltava um mapa. Respondeu-me que “não, o problema é ter mapas a mais.” Óptimo. “Devemos-nos dar bem. Sou um mapa com as indicações todas erradas. Se quiser mais um, pode perder-se comigo também.” Estava a mentir. Um mapa de ruas e avenidas enganadoras, não gosta de quem anda à procura do caminho certo.
09 abril 2008
Vandoma
Hoje, numa formação sobre coaching operacional, e em tom de brincadeira, lembraram-me da Feira da Vandoma como exemplo a não seguir na loja onde trabalho. Eu e a colega sentada ao meu lado fizemos uma viagem ao passado. Fomos as duas “vendedoras” na feira da vandoma.
Ia no comboio de Espinho para o Porto, era ainda escuro, montar no chão o meu estaminé, com algumas amigas. Procurava tudo o que fosse vendável e usado lá por casa. Roupa velha, livros repetidos,bandas desenhadas...
Cheguei mesmo a roubar discos aos meu pai. Naquela altura de transição para o CD (e digo isto para atenuar a minha culpa neste roubo, como se, por serem menos precisos, fossem menos valiosos para o meu pai, ou como se assim tivesse o direito de os levar sem aviso. Cheguei a levar um assinado pela cantora. Um album de fados, que por estar autografado, foi vendido mais caro que os restantes).
Foi com o dinheiro que ganhei na vandoma que comprei o meu casaco da tropa em segunda mão, com buracos nos cotovelos e todo aquele sarro que causou nojo à minha mãe. Um dia, no fim da feira, fui com a G. à Rua Escura, na Sé do Porto, comprar um casaco usado pelos tropas. Esse casaco está-me gravado na memória. É um simbolo daquilo que não posso esquecer que sou. Assim como as manhãs passadas na feira da vandoma, como a minha tatuagem, a minha roupa preta, os meus Cds de Mão Morta...
Lembram-me daquilo que não posso deixar de ser por mais institucionalizada que esteja agora em adulta. Lembram-me do meu lado alternativo. Afinal, e lá no fundo, não sou assim tão aborrecida.
06 abril 2008
Dormir Acompanhada
Ter sempre cuidado com quem divido o quarto. Há os que avançam rápido e são estes os que se devem eliminar primeiro. Os estranhos e de pouca confiança. Alguns ficam parados à espera. Mexem-se pouco e apresentam menos perigo. Não dão confiança, mostram-se pouco interessados mesmo quando querem “atacar”.
Não me deixo acompanhar por qualquer um. É preciso saber escolher. Não gosto quando têm pelos, nem quando são muito grandes. Só permito entrada aos mais normais e discretos. Assim durmo bem acompanhada. São-me familiares, já estive com eles antes, já partilhamos o sono numa outra vez qualquer, noutro quarto que não este. Não gosto dos sonhadores, com asas, qualquer que seja o tamanho do seu sonho. Nem dos que têm uma espécie de antenas que captam tudo. É bom saber que não estamos a ser estudadas.
Hoje deixei um entrar e ficar, até acordarmos juntos de manhã. Vai passar a noite comigo. É de tez escura, antenas pequenas e asas duras e não causa muito distúrbio. Está “estacionado” na parede ao lado da cama. Um estudo acautelado indica que não apresenta perigo algum.
Mas à semelhança de outras noites do passado, posso estar enganada. Ainda pode causar danos. Com insectos ou com vermes nunca temos bem a certeza.É um risco que decidimos aceitar de vez em quando. Para não os eliminar a todos com uma pancada seca do jornal enrolado. Nem sempre eficaz, por vezes deixa marcas e não morrem à primeira.
05 abril 2008
Raid Mata Insectos
03 abril 2008
01 abril 2008
Lida Doméstica
31 março 2008
Caixas
27 março 2008
Ter uma pérola no coração e ninguém a quem a deixar
que nunca mais avistei cidades crepusculares
e os barcos deixaram de fazer escala à minha porta
inclino-me de novo para o pano deste século
recomeço a bordar ou a dormir tanto faz
sempre tive dúvidas que alguma vez me visite a felicidade
Al Berto "Há-de flutuar uma cidade" (excerto)
23 março 2008
Recordações das Férias
A melhor recordação de férias que tenho é uma manta vermelha que trouxe de Creta. Foram as férias mais românticas que já tive. Foram as únicas aliás. Ele comprou uma igual em azul e durante muito tempo estiveram as duas em cima do nosso sofá.
Recordações de férias trazem saudades, e ter saudades é bom, porque as temos sempre em relação a coisas boas. Gostava de me sentar no sofá e de me lembrar daquela semana.
É esta manta também que me traz recordações da nossa separação, quando, por telefone, dividíamos o que era meu e o que era dele “Lembra-te que a vermelha é a minha, tu ficas com a azul”, dizia-lhe eu para que não levasse a que não lhe pertencia.
Mas a manta traz-me essencialmente recordações de uma semana de férias num verão quente, da loja onde as escolhemos, da senhora que as vendeu, e do restaurante onde fomos jantar a seguir.
Tenho alguns cantinhos da minha casa com recordações de outras férias. Que me trazem saudades apenas a mim, que estive nos sítios de onde vieram. Coisas pequenas mas que são muito. Porque gosto de ir de férias.
A manta vermelha agora está guardada. À espera de uma mesa para a qual vai servir de toalha, numa zona da minha casa com muita luz, onde vou passar muito tempo sentada, a ler, a comer e a pensar. A sentir saudades de muita coisa.
22 março 2008
Páscoa
A grande responsabilidade aqui consiste em conseguir manter, até lá, o saco de amêndoas de chocolate intacto.
20 março 2008
Vida de Solteira sem Obrigações É Assim
19 março 2008
Prenda de Aniversário
17 março 2008
Sobre Ler
16 março 2008
Atitude Nim
14 março 2008
Cheiro a Mim
A minha casa amarela agora cheia a mim. Aos meus cozinhados, à minha sopa de legumes, a torradas de pão de mistura com compota de morango e a chá de jasmim. O meu quarto cheira ao meu sono e às minhas roupas. Da cómoda vem o cheiro do meu perfume e das toalhas de banho lavadas. Na casa-de-banho sente-se o cheiro do meu champô e do Pato azul (tem que ser o azul!).
Às vezes cheira-me a jantares com amigos, a louça por lavar do dia anterior e a garrafas vazias. Ou a noites solitárias de sofá, livro e cobertor branco. No pátio cheira a bunganvília, rosmaninho e tulipas.
Cheira-me a tudo o que é meu e me é familiar. Cheira às coisas que eu gosto, e ao calor que antes não havia. Agora, isto tem cheiro a mim.
12 março 2008
05 março 2008
Peixinhos
03 março 2008
Κοh Ταο
Comeco a pensar na vida pos ferias o que e mau. No trabalho, no dinheiro que gastei e que talvez me faca falta....
Espero que nada disto afecte os ultimos dias de ferias. Ja comeco a sentir um tom mais negro nas minhas palavras e nos meus pensamentos. Ainda por cima ontem conheci um alemao que me convenceu ir comer a um Night Market (stands de rua) e pela primeira vez desde que estou ca, estou mal da barriga :(
Mas como diz a minha Mae, tudo passa. E nunca nada e tao mau como parece.
02 março 2008
Old Sukhothai
Quanto ao passeio, adorei, fartei-me de tirar fotos e foi ate agora o que de mais bonito pus a vista em cima. Paisagens lindissimas, com templos esplalhados por todo o lado.
Estou super cansada. Vou pedir 'a dona do hotel para ficar no restaurante 'a espera da hora do autocarro (ainda falta imenso).
Vou escrever postais.






















