25 junho 2008
17 junho 2008
10 junho 2008
Ausência
Ainda pensei escrever sobre o motivo da minha ausência, mas por ser óbvio e porque de “deprimências” já está este blog cheio, resolvi escrever sobre um dos meus temas preferidos.
No meio da solidão que sinto é inevitável que me ponha a pensar quem gostaria que me fizesse companhia. Quem poderia ser a pessoa que se desse bem comigo, que características devia ter, mais ou menos igual a mim, os valores, os hábitos e gostos.
E de repente convidam-me para sair. E a companhia não é nada daquilo que imaginei. Não acreditamos no mesmo, não temos o mesmo estilo de vida, não frequentamos os mesmos sítios, não temos as mesmas ambições, o mesmo background, o mesmo gosto, o mesmo carro. Não podemos viver em mundos mais distintos. E mesmo assim passo uma noite divertida, e tenho vontade de repetir.
Há pessoas que sei que nunca vão passar comigo mais que umas horas de alguns dias. Mas fazem-me sentir bem, fazem-me rir, sinto-me elogiada, e naquele momento breve, fiz falta a alguém, deram-me e dei prazer. E durante uns dias esqueci os requisitos que tinha colocado a quem era suposto fazer-me companhia. Uma quebra na rotina.
E depois as diferenças põem um fim a tudo. Não saímos mais, não recebo mais telefonemas nem convites para jantar. Sabia desde o início que ia ser assim mas mesmo assim não consigo deixar de me sentir triste. Queria fingir mais, não me sentir rejeitada mais uma vez. Porque me dou com muita facilidade e não sei lidar com o que vem depois. E depois de tantas vezes se passar o mesmo, continuo a não saber o que é melhor para mim. Envolver-me facilmente, sentir-me bem apenas brevemente e sofrer depois, ou não viver nada. Com medo do vazio que vem a seguir. Arrependemo-nos mais facilmente daquilo que não fizemos ou é melhor evitar as situações que sabemos que não conseguimos lidar? Não sei. Mas para a próxima, com tanta fragilidade, desconfio que me vou dar com a mesma facilidade de sempre.
No meio da solidão que sinto é inevitável que me ponha a pensar quem gostaria que me fizesse companhia. Quem poderia ser a pessoa que se desse bem comigo, que características devia ter, mais ou menos igual a mim, os valores, os hábitos e gostos.
E de repente convidam-me para sair. E a companhia não é nada daquilo que imaginei. Não acreditamos no mesmo, não temos o mesmo estilo de vida, não frequentamos os mesmos sítios, não temos as mesmas ambições, o mesmo background, o mesmo gosto, o mesmo carro. Não podemos viver em mundos mais distintos. E mesmo assim passo uma noite divertida, e tenho vontade de repetir.
Há pessoas que sei que nunca vão passar comigo mais que umas horas de alguns dias. Mas fazem-me sentir bem, fazem-me rir, sinto-me elogiada, e naquele momento breve, fiz falta a alguém, deram-me e dei prazer. E durante uns dias esqueci os requisitos que tinha colocado a quem era suposto fazer-me companhia. Uma quebra na rotina.
E depois as diferenças põem um fim a tudo. Não saímos mais, não recebo mais telefonemas nem convites para jantar. Sabia desde o início que ia ser assim mas mesmo assim não consigo deixar de me sentir triste. Queria fingir mais, não me sentir rejeitada mais uma vez. Porque me dou com muita facilidade e não sei lidar com o que vem depois. E depois de tantas vezes se passar o mesmo, continuo a não saber o que é melhor para mim. Envolver-me facilmente, sentir-me bem apenas brevemente e sofrer depois, ou não viver nada. Com medo do vazio que vem a seguir. Arrependemo-nos mais facilmente daquilo que não fizemos ou é melhor evitar as situações que sabemos que não conseguimos lidar? Não sei. Mas para a próxima, com tanta fragilidade, desconfio que me vou dar com a mesma facilidade de sempre.
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