
Quando me convidaram para ir a Aveiro a um festival de música do mundo não fui capaz de resistir. Mesmo sabendo que havia a possibilidade de, no dia seguinte, ir cheia de sono para o trabalho.
Fui ver Cristobal Repetto (Argentina) e Ludovico Einaudi & Ballake Sissoko (Itália/Mali).
O Repetto é um rapazito novo com ar de janado, um fato cinzento dois tamanhos acima, cara de anjo que precisa de tomar banho e cortar o cabelo. Tentava dar um ar de homem experiente, mas com aquela cara de puto, não enganava ninguém. O concerto foi fantástico. Tinha uma voz maravilhosa e um Espanhol do sul da América muito enrolado e doce. Cantou uns tangos antiguinhos acompanhados por histórias que nos contavam de onde vinham. Tangos dos pueblos chiquititos do distrito de Buenos Aires.
O segundo acto pareceu-me um concerto de Michael Nyman Meets Africa for the original soudtrack “It´s Like Dying A Slow Death”. Mas recebeu muitos aplausos. Ainda bem que não gostamos todos do mesmo.
E acho que acabei de descobrir um talento. Que bem que iam ficar as minhas críticas musicais num jornal de grande tiragem!










