Ainda pensei escrever sobre o motivo da minha ausência, mas por ser óbvio e porque de “deprimências” já está este blog cheio, resolvi escrever sobre um dos meus temas preferidos.
No meio da solidão que sinto é inevitável que me ponha a pensar quem gostaria que me fizesse companhia. Quem poderia ser a pessoa que se desse bem comigo, que características devia ter, mais ou menos igual a mim, os valores, os hábitos e gostos.
E de repente convidam-me para sair. E a companhia não é nada daquilo que imaginei. Não acreditamos no mesmo, não temos o mesmo estilo de vida, não frequentamos os mesmos sítios, não temos as mesmas ambições, o mesmo background, o mesmo gosto, o mesmo carro. Não podemos viver em mundos mais distintos. E mesmo assim passo uma noite divertida, e tenho vontade de repetir.
Há pessoas que sei que nunca vão passar comigo mais que umas horas de alguns dias. Mas fazem-me sentir bem, fazem-me rir, sinto-me elogiada, e naquele momento breve, fiz falta a alguém, deram-me e dei prazer. E durante uns dias esqueci os requisitos que tinha colocado a quem era suposto fazer-me companhia. Uma quebra na rotina.
E depois as diferenças põem um fim a tudo. Não saímos mais, não recebo mais telefonemas nem convites para jantar. Sabia desde o início que ia ser assim mas mesmo assim não consigo deixar de me sentir triste. Queria fingir mais, não me sentir rejeitada mais uma vez. Porque me dou com muita facilidade e não sei lidar com o que vem depois. E depois de tantas vezes se passar o mesmo, continuo a não saber o que é melhor para mim. Envolver-me facilmente, sentir-me bem apenas brevemente e sofrer depois, ou não viver nada. Com medo do vazio que vem a seguir. Arrependemo-nos mais facilmente daquilo que não fizemos ou é melhor evitar as situações que sabemos que não conseguimos lidar? Não sei. Mas para a próxima, com tanta fragilidade, desconfio que me vou dar com a mesma facilidade de sempre.
No meio da solidão que sinto é inevitável que me ponha a pensar quem gostaria que me fizesse companhia. Quem poderia ser a pessoa que se desse bem comigo, que características devia ter, mais ou menos igual a mim, os valores, os hábitos e gostos.
E de repente convidam-me para sair. E a companhia não é nada daquilo que imaginei. Não acreditamos no mesmo, não temos o mesmo estilo de vida, não frequentamos os mesmos sítios, não temos as mesmas ambições, o mesmo background, o mesmo gosto, o mesmo carro. Não podemos viver em mundos mais distintos. E mesmo assim passo uma noite divertida, e tenho vontade de repetir.
Há pessoas que sei que nunca vão passar comigo mais que umas horas de alguns dias. Mas fazem-me sentir bem, fazem-me rir, sinto-me elogiada, e naquele momento breve, fiz falta a alguém, deram-me e dei prazer. E durante uns dias esqueci os requisitos que tinha colocado a quem era suposto fazer-me companhia. Uma quebra na rotina.
E depois as diferenças põem um fim a tudo. Não saímos mais, não recebo mais telefonemas nem convites para jantar. Sabia desde o início que ia ser assim mas mesmo assim não consigo deixar de me sentir triste. Queria fingir mais, não me sentir rejeitada mais uma vez. Porque me dou com muita facilidade e não sei lidar com o que vem depois. E depois de tantas vezes se passar o mesmo, continuo a não saber o que é melhor para mim. Envolver-me facilmente, sentir-me bem apenas brevemente e sofrer depois, ou não viver nada. Com medo do vazio que vem a seguir. Arrependemo-nos mais facilmente daquilo que não fizemos ou é melhor evitar as situações que sabemos que não conseguimos lidar? Não sei. Mas para a próxima, com tanta fragilidade, desconfio que me vou dar com a mesma facilidade de sempre.
5 comentários:
Embora esta música da Cesária Évora fale de ausencia, acho-a bem bonita!
Comigo ja se passou algo identico ao q se passa contigo. `As vezes conseguia sentir-me bem sozinha, outras vezes nao... Tambem me entregava rapidamente (e quica tb facilmente...), mas sempre preferi viver algo do que nada... E aos poucos fui aprendendo a lidar com a situacao - até encontrar alguém que ficou (e continua) a meu lado.
bjnhs
À hora que escreveste esta crónica devias era estar em minha casa... mas estás perdoada.
Deixa-te dessas lamechices sem cabimento.
Não podes é ser tão exigente contigo própria nem com os outros. Principalmente contigo.
"Todos diferentes todos iguais". Eu tenho a certeza que existe algures neste planeta alguém que preencha esses teus exigentes requisitos, a tal pessoa, aquela que tu queres que se dê bem contigo, e que tem as caracteristicas mais ou menos iguais a ti, os valores, os hábitos e os gostos, ou só um destes.
Convence-te que ninguém é perfeito, nem ninguém conhece ninguém numa noite. Muitas vezes só o tempo é que nos revela a verdadeira essência e carater da pessoa com quem estamos. A vida é uma constante mutação e nós como parte integrante dela também estamos em constante mutação e o que hoje não te parece, amanhã pode ser aquilo que procuras
Goza a vida enquanto podes, pq um dia destes ainda vais sentir saudades dessa liberdade de escolha que ainda tens.
Bjinhos da Sónia
Começa por trabalhar a fragilidade que te deixa triste e que guia a tua vida e as tuas acções. O resto vem atrás :D
Nuno R aka "A Lenda"
Vive despreocupada e ocupa-te - Zezinho- PS: nunca mais ta tempo de praia p ir p/ a praia em Espinho!
Como reconheço isso do "1º contacto é fácil, o difícil vem é depois"... Às vezes acho que sou a "icebreaker" nos encontros de várias pessoas, mas em q no fim os outros é q desenvolvem as suas relações e eu continuo sozinha... Mas a culpa é minha, sei disso. Por exemplo: será q nós, na nossa solidão mútua, poderíamos encontrar uma sintonia e ser amigas? Acho q não, cada uma iria competir para ser a mais infeliz.....
Gosto de te ler,
J
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