Lembro-me de sempre ser assim. E de em certas alturas me incomodar mais que outras. De algumas alturas em que até me fazia sentir bem, apesar de a maioria me deixarem triste. Gosto de saber que nem tudo em mim é mau. Apenas permanece por explorar. Como se fosse um jardim com os portões fechados. Onde ninguém ainda conseguiu entrar. Onde os muros são altos e ninguém consegue ver para dentro. E assim sendo, ninguém tem sequer vontade de entrar e de ver o que se esconde por trás da fachada.
É uma desculpa para a falta de interesse que pareço motivar nos outros. Caracterizar-me como um jardim escondido. Falta de modéstia também. Que importa.
Já me apercebi que a vida corre em ciclos. Como que se as situações se repetissem, com a única diferença de já as conhecermos quando nos acontecem pela segunda ou terceira vez. Encaramos com mais força, com mais desinteresse e damos menos importância às adversidades. Também as alegrias me vêm como repetições. É tudo igual e passageiro. Sempre o mesmo mas com pessoas diferentes e lugares diferentes. E é a isto que se resume a vida. Uma colecção de desilusões, onde a única coisa que não muda é o pano de fundo, somo nós, que estamos sempre aqui. Sempre iguais. Por maiores que sejam as mudanças.
É uma desculpa para a falta de interesse que pareço motivar nos outros. Caracterizar-me como um jardim escondido. Falta de modéstia também. Que importa.
Já me apercebi que a vida corre em ciclos. Como que se as situações se repetissem, com a única diferença de já as conhecermos quando nos acontecem pela segunda ou terceira vez. Encaramos com mais força, com mais desinteresse e damos menos importância às adversidades. Também as alegrias me vêm como repetições. É tudo igual e passageiro. Sempre o mesmo mas com pessoas diferentes e lugares diferentes. E é a isto que se resume a vida. Uma colecção de desilusões, onde a única coisa que não muda é o pano de fundo, somo nós, que estamos sempre aqui. Sempre iguais. Por maiores que sejam as mudanças.
2 comentários:
Não posso deixar de discordar mais, apesar de às vezes me sentir assim. Fechada…Peça rara que poucos conhecem.
Parece cliché mas a verdade é que temos que olhar para nós e gostar! Claro que vai haver dias em que isso vai ser tarefa complicada. Para quê ter um jardim bonito que ninguém vê? O mesmo com a roupa? Para quê ter roupa bonita se não a tiramos do armário? E com os sentimentos? Exactamente o mesmo!
A vida corre em ciclos e torna-nos rijas e mais exigentes e aprendemos a dar valor às coisas e pessoas certas.
Nós não somos sempre iguais, somos sempre mais e melhor!!
Estimada Cláudia...
Há muito, muito tempo não visitava o teu deposito de pensamentos e deixa-me dizer-te do fundo do coração, sou teu fã. O teu fã nº 1.
Herdade das Pias 2006...
Tens piada, um gosto absolutamente fora do normal para os endividos ( e ainda mais as endividas) da tua profissão.
Fico absolutamente maravilhado.
Parabéns.
Alcebíades José
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