30 abril 2008

Seis Coisas Sem Importância


1) Deixar a meio um livro que me está a aborrecer.
Não me parece lógico penar em frente às páginas de um livro que não me está a interessar. Com tanto livro nas prateleiras das livrarias, é mesmo um desperdício de tempo.


2)O tamanho do meu traseiro.
Afinal, já me habituei que seja grande. E dá-me imensa satisfação dizer ao personal trainer do ginásio que não estou lá para perder peso, tonificar ou todos aqueles problemas idiotas que mulheres com barrigas grandes e rabos flácidos pensam que vão resolver a caminhar na passadeira ou a pedalar na bicicleta. Mesmo que depois comam um bola de berlim e bebam um café com adoçante.



3)Que eu não entenda o que me dizem os homens.
Eu vou sempre achar que me estão a mentir. E de qualquer maneira é muito mais importante entender o que dizem as mulheres. Temos coisas bem mais interessantes para dizer.



4)O cheio a vacas que paira na minha rua.
Bem melhor que o cheio a tubo de escape de autocarro que se sente na Avenida dos Aliados.


5)Que o preço dos combustíveis continue a subir.
Eu até já comprei uma bicicleta.



6)Que ninguém goste de mim.
Porque eu adoro-me. Principalmente agora que vou ter um metro e oitenta sempre que calçar as minhas sandálias novas com salto de 8 centímetros.

Aura (dedicado ao Rui)


Gosto muito de mim.

Gosto de pentear o meu cabelo comprido e castanho e de o ver crescer. Gosto do meu pescoço longo e das minhas unhas grandes. Gosto de ter mamas pequenas porque me faz parecer mais magra. Gosto de ser alta mas não muito. Gosto da cor da minha pele no verão e da tatuagem que tenho nas costas.

Gosto de me lembrar sempre de um monte de disparates para dizer quando estou a jantar em grupo. Gosto de ter opinião sobre tudo e de ser bruta quando não concordam comigo. Gosto de saber explicar porque gostei de ler um livro ou de saber descrever o que me fez sentir um quadro num museu ou um filme no cinema.

Gosto de chorar por tudo e por nada. Acredito que o faço porque sou sensível. Gosto das pessoas e de conseguir ver uma qualidade em todas elas. Gosto de conseguir ver o lado positivo de tudo, mesmo do que é mais negro. Gosto de ficar elegante quando me visto de preto.

Gosto de não ter vergonha de expor aquilo que escrevo. Gosto do meu corpo quando estou nua em frente a um homem que me agrada. Gosto mais do meu corpo quando estou nua do que quando estou vestida.

Gosto de ter a coragem que sempre tive para fazer certas coisas mesmo tendo muito medo. Gosto de saber escolher um livro para ler, gosto de tomar decisões seguindo o meu coração e nunca me arrependi. Gosto de sofrer por paixões impossíveis, gosto desta capacidade de ver um anjo no mais comum dos homens.

Gosto de saber que tenho os mesmos amigos há muitos anos e que os que estão longe não se deixam afastar pela distância.

Gosto de ser parecida com a minha mãe e igualzinha ao meu pai. Gosto de saber que mesmo que ninguém goste do que aqui escrevi, me vou sentir aliviada por conseguir admitir que de facto, há imensas coisas que eu gosto em mim. Mesmo sendo aquelas que deviamos guardar para nós. Gosto desta minha capacidade para me expor, sem ter vergonha do que os outros vão pensar.

29 abril 2008

Uma Fase Negra


Nas alturas em que estou mais em triste e em que decisões difíceis têm que ser tomadas, e independente do motivo que me deixou triste, sinto sempre necessidade de apoio. E não é apoio dos amigos ou dos pais. É de alguém que faça as coisas por mim, que me tome as decisões, que vá ao multibanco pagar as contas, que trate dos papéis, que me faça o IRS, que veja o óleo do carro, que me dê segurança se o dinheiro do salário me deixar de cair na conta ou se não conseguimos suportar uma despesa médica grande, se não consigo ir ao cinema sozinha ou se me custa ir comprar os bilhetes para um concerto. Se não me apetece conduzir o carro para ir a uma festa de anos, se não me apetece fazer o jantar mas mesmo assim tenho vontade de comer, alguém que me compre os bilhetes de avião na internet, que trate dos fundos de investimento ou que chame o electricista. Alguém que me dê o ombro como substituto da almofada, que me introduza a um escritor que ainda não conhecia, que me organize os Cds para que os consiga encontrar, que me diga que vai correr tudo bem se aos 65 anos não tiver poupanças para a reforma.

É nestas alturas, em que me sinto cansada de fazer e decidir tudo sozinha, que gostava de ter alguém que me ajudasse. Se às vezes estou bem assim, por vezes acontece não saber onde mais posso ir buscar forças para vestir um vestido e por a maquilhagem para mais uma vez ir só ao aniversário da nossa amiga onde estão todos acompanhados, de ir comprar mobília e montá-la sozinha, de pôr os estores nas janelas só com dois braços quando mais uma par fazia bastante falta.

Deito a cabeça na almofada e não durmo. Por não ter vontade de deixar entrar alguém assim na minha vida. Porque afinal, eu pago as contas, eu monto os móveis, divirto-me sozinha nas festas, conduzo o carro quando tenho que ir a algum lado, faço o meu IRS, vou ao cinema, e por vezes tenho quem me dê o ombro para encostar a cabeça em substituição da almofada.

Deito a cabeça e não durmo. Estou cansada de fazer tudo e de me preocupar sozinha com tudo. Deito a cabeça e não durmo porque não deviam ser estes os motivos para se decidir passar a vida com alguém. Deito a cabeça e não durmo porque tenho dúvidas que seja nesta idade que encontre alguem com quem queira ficar por amor, e não porque me dá jeito ter alguém que me execute as tarefas do dia-a-dia. Deito a cabeça e não durmo porque acredito que o amor só existe até aos 20 anos. Tudo o que vier depois disso, é comodismo.

28 abril 2008

Sexta-feira à noite
Os homens acariciam o clitóris das esposas
Com dedos molhados de saliva.
O mesmo gesto com que todos os dias
Contam dinheiro, papéis, documentos
E folheiam nas revistas
A vida dos seus ídolos.

Sexta-feira à noite
Os homens penetram suas esposas
Com tédio e pénis.
O mesmo tédio com que todos os dias
Enfiam o carro na garagem
O dedo no nariz
E metem a mão no bolso
Para coçar o saco.

Sexta-feira à noite
Os homens ressonam de borco
Enquanto as mulheres no escuro
Encaram seu destino
E sonham com o príncipe encantado.

Marina Colasanti

Arrumação

Ele - Devias deixar esses macacos que tens na cabeça, no zoo

Eu - Se fizer isso, não fica nada cá dentro

Ele - Óptimo, ficas com espaço para coisas novas

Mudar de vida


Às vezes sentimos necessidade de mudar de vida. Mudar de casa se não estamos a viver bem na nossa, mudar de relação se não nos sentimos amadas, mudar de país porque precisamos da experiência ou da aventura, mudar de emprego porque nos faz falta um novo desafio (ou um salário mais alto). São coisas que com mais ou menos facilidade, ou com mais ou menos força de vontade, conseguimos fazer. Por vezes é ainda mais fácil mudar de vida porque apenas sentimos necessidade de mudar de corte de cabelo, de mudar de carro, de ir para outro ginásio.

Às vezes não encontramos força de vontade para mudar. Não conseguimos por exemplo perder os quilos que temos a mais. E em vez de mudar de peso mudamos o nosso “mind set”. Mudamos a forma como pensamos que algo nos pode afectar a vida. Porque afinal os quilos que lá estão a mais não fazem assim tanta diferença. Se já não temos 20 anos, puxamos a saia 10 centímetros para baixo, um por cada ano que temos a mais. Aprendemos a gostar do que temos e aprendemos que há mais do que uma forma de mudar o que está menos bem na nossa vida. Mudamos a cor das paredes e se calhar a casa já não nos parece tão pequena. Convidamos mais amigos para lá ir e já não está tão vazia.

Mudar factores extrinsecos não me parece impossível. Pode não ser fácil e pode demorar muito tempo. E até mesmo se nunca o fizermos conseguimos pelo menos verbalizar o que gostavamos de poder mudar. Mais complicado é mudar-nos a nós e aquilo que não conhecemos. Como mudamos de vida quando não sabemos a razão para o nosso descontentamento? Quando não é o comprimento do cabelo, não é o emprego, nem o livro que andamos a ler, nem a cor das paredes ou do verniz que usamos nas unhas?
Como mudamos quando a questão não é geográfica, nem está nas pessoas à nossa volta. Quando o carro ainda nos leva onde queremos, quando o beijo do nosso parceiro ainda sabe ao mesmo, quando os tapetes e as cortinas ainda não nos cansam, quando o ginásio ainda nos faz transpirar, a areia da praia e o sol ainda nos aquece? Como mudamos quando não é nada disto que queremos mudar? Como mudamos quando o que precisa de ser diferente é a percepção que temos da vida que acreditamos possa ser outra.

Acordamos de manhã e arranjamos força, nem que se seja a que está escondida mas que no fundo sabemos que está lá. E nos dias em que não a temos, esperamos que passe esse dia menos bom e acreditamos que a vamos ter no dia seguinte. Esperamos que um dia vamos acordar e não vai ser preciso força para mudar. Porque a mudança vai estar dentro de nós.

27 abril 2008

Estrelas de Sexta-Feira à noite


Desde que vim morar para o campo, sonho com as estrelas que vejo neste céu tão limpo. Esta noite vou sonhar com uma pele cheia de sardas. Não posso ter nem umas nem outras, mas há um consolo que vem de poder fechar os olhos à noite e ver coisas bonitas.

22 abril 2008

Escrever

Para poeta nunca tive jeito. Talvez devido à falta de um módulo da vida, como me disse um amigo. Esse módulo que não tenho é o que me daria sensibilidade para as palavras que falam de sentimento. Não as tenho e não fazem parte do meu vocabulário em uso. Estão guardadas numa página qualquer mas não as profiro. Como as roupas que estão no meu armário ainda com etiqueta, novas por estrear, e que não visto. Estão lá porque gosto delas. Não as uso por não saber reconhecer as oportunidades em que seríam bem empregues. É como as palavras que se usam nos poemas e que eu não sei reconhecer quando se podem usar. Com significados para além daquele para o qual foram criadas. Palavras que fazem outros sentirem-se bem. Frases simples que escritas ou ditas no momento certo teriam o poder de mostrar o que sinto.

Não sei vestir as roupas bonitas que tenho no armário de forma a agradar quem olha para mim. E da mesma forma não sei usar todas as palavras que estão no vocabulário de forma a agradar quem me lê ou quem me ouve.
Sou assim, escrevo sempre de calças de ganga e T-shirt. E os vestidos, que podiam mostrar mais curvas e mais pele, ficam guardados. À espera do dia que vou sentir o momento em que me posso mostrar. À espera do dia em que saiba como se usam.

Musica para depois da meia-noite



Kate Nash - The Nicest Thing

20 abril 2008

Escritas antigas a arder

Fui passar este fim-de-semana a Moledo e trouxe comigo um saco do lixo grande cheio de cartas e diários da minha infância e adolescência. Estava a ocupar espaço em casa dos meus pais e foi decidido que ia tudo arder na lareira. Queimei muitos postais de férias dos meus amigos, cartas que me enviaram quando estudava na Holanda, cartas de pen friends da Áustria, Grécia, Finlândia e muitas da Tailândia, da pen friend que tive durante mais tempo. Queimei cartas de namorados e já nem me lembrava que tinha tido tantos.

Dos três diários que trazia o saco, dois já arderam. O único que não tive coragem de queimar foi o que comecei a escrever quando tinha 7 anos. Os outros dois foram escritos entre os 13 e os 17 anos, uma época que gostava de apagar na minha vida, em que fui infeliz e muito desequilibrada. Não fui sequer capaz de reler o que tinha escrito. Eram coisas idiotas e deprimentes.

Queimar tudo isto fez-me aperceber que sempre gostei de escrever. Foi uma forma de terapia que usei desde pequena para me libertar das preocupações. Quando tinha 7 anos porque as minhas irmãs me batiam, quando tinha 13 porque não tinha amigas, aos 16 porque me sentia feia, desadaptada e muito desajeitada.

Para além do meu primeiro diário, salvei ainda das chamas bilhetes que eu trocava com a minha irmã, na altura em que partilhávamos um apartamento em Coimbra. Na época de exames, escrevíamos bilhetes com disparates e colocávamos na secretária uma da outra. Como este poema:

I don´t understand you
Because I don´t
But I like you anyway,
Because I do
We are sisters
Because we are
I hope you enjoy this
Because I do
I know this is stupid
Because it is.


Deitar coisas fora foi algo que aprendi ao mudar tantas vezes de casa. Quanto menos temos, mais fácil é pegar nas trouxas e mudar de poiso. Contou-me a minha mãe, que guarda as recordações apenas quando vale mesmo a pena (quadros, mobílias antigas ou fotos) que quando faleceram os meus avós, ela e os irmãos tiveram que queimar imensas coisas. Foram obrigados a fazer uma fogueira grande e ficaram horas a queimar coisas que não serviam a ninguém. Não vale a pena ficar agarrado ao passado. As únicas recordações que devemos guardar são as que nos ficam na memória. As outras, que precisam de suporte em papel, não podem ser assim tão importantes, senão não precisávamos delas para recordar.

Coisas velhas ocupam espaço que podemos usar para coisas novas. Acumulou-se pó e humidade, apenas para ter coisas que nunca mais ia ler. Vi-as agora pela última vez e fizeram-me rir um bom bocado. Não me vão fazer falta. De que vale guardar coisas do passado? Quando sei que apenas podemos viver o que está para vir.

18 abril 2008

Por falta do que dizer

Quatro empregos que já tive na vida:
1. Consultora Junior de Qualidade e Melhoria de Produtividade
2. Figurante na plateia de vários programas de televisão
3. Empregada de mesa
4. Coordenadora de Eventos e Catering

(os quatro primeiros)

Quatro filmes que posso ver vezes sem conta:
1. E Tudo o Vento Levou
2. As Asas do Desejo
3. Irma La Douce
4. Blue Velvet

(escolhi os que vejo desde miúda e nunca me canso)

Quatro sítios onde vivi:(Quatro é pouco...)
1. Espinho
2. Coimbra
3. Lisboa
4.Reading/Inglaterra

(por ordem cronológica)

Quatro sítios onde estive de férias:
1. Londres
2. Tunísia
3. Índia
4. Creta

(as que gostei mais)

Quatro dos meus pratos preferidos:
1. Massa com tudo e qualquer coisa
2. Rancho
3. Bifes de frango panados com arroz de tomate
4. Gratinado de beringela

(como até rebentar)


Quatro Websites que visito diariamente:
1. Hotmail
2. Claudipédia
3. Estado Civil
4. Miss Pearls

Quatro sítios onde gostaria de estar agora:
1. No sofá da sala da minha mãe
2. Em Edimburgo com os meus amigos
3. Fechada no quarto o dia todo
4. Num café acolhedor a ler um livro e a beber chá

(mas não posso porque tenho que trabalhar)

13 abril 2008

Os meus amigos e eu


Os meus amigos e eu. Uns encontram-se enquanto outros perdem-se.

[Ele] Tenho um amigo que há pouco mais de uma semana se sente muito apaixonado. Perguntei-lhe se andava a ver muitas borboletas e a ouvir muitos passarinhos. Respondeu-me que “daqui a pouco começo a acordar com a puta dos pássaros a cagarem-me em cima”.

[Ela] Tenho uma amiga que há uns dias me telefonou a contar como há uma semana atrás se apaixonou. Disse-lhe com falta de modéstia que “tinha que ser eu a apresentar-te um amigo para arranjares um namorado como deve ser.” Mesmo que agora lhe caguem pássaros em cima de manhã ao acordar.

[Eu] Um rapaz que conheci uma noite na rua da baixa do Porto propôs apresentar-me um amigo dele. Disse-me que lhe ia fazer bem porque andava perdido. Perguntei se lhe faltava um mapa. Respondeu-me que “não, o problema é ter mapas a mais.” Óptimo. “Devemos-nos dar bem. Sou um mapa com as indicações todas erradas. Se quiser mais um, pode perder-se comigo também.” Estava a mentir. Um mapa de ruas e avenidas enganadoras, não gosta de quem anda à procura do caminho certo.

09 abril 2008

Vandoma


Hoje, numa formação sobre coaching operacional, e em tom de brincadeira, lembraram-me da Feira da Vandoma como exemplo a não seguir na loja onde trabalho. Eu e a colega sentada ao meu lado fizemos uma viagem ao passado. Fomos as duas “vendedoras” na feira da vandoma.

Ia no comboio de Espinho para o Porto, era ainda escuro, montar no chão o meu estaminé, com algumas amigas. Procurava tudo o que fosse vendável e usado lá por casa. Roupa velha, livros repetidos,bandas desenhadas...

Cheguei mesmo a roubar discos aos meu pai. Naquela altura de transição para o CD (e digo isto para atenuar a minha culpa neste roubo, como se, por serem menos precisos, fossem menos valiosos para o meu pai, ou como se assim tivesse o direito de os levar sem aviso. Cheguei a levar um assinado pela cantora. Um album de fados, que por estar autografado, foi vendido mais caro que os restantes).

Foi com o dinheiro que ganhei na vandoma que comprei o meu casaco da tropa em segunda mão, com buracos nos cotovelos e todo aquele sarro que causou nojo à minha mãe. Um dia, no fim da feira, fui com a G. à Rua Escura, na Sé do Porto, comprar um casaco usado pelos tropas. Esse casaco está-me gravado na memória. É um simbolo daquilo que não posso esquecer que sou. Assim como as manhãs passadas na feira da vandoma, como a minha tatuagem, a minha roupa preta, os meus Cds de Mão Morta...

Lembram-me daquilo que não posso deixar de ser por mais institucionalizada que esteja agora em adulta. Lembram-me do meu lado alternativo. Afinal, e lá no fundo, não sou assim tão aborrecida.

06 abril 2008

Dormir Acompanhada


Ter sempre cuidado com quem divido o quarto. Há os que avançam rápido e são estes os que se devem eliminar primeiro. Os estranhos e de pouca confiança. Alguns ficam parados à espera. Mexem-se pouco e apresentam menos perigo. Não dão confiança, mostram-se pouco interessados mesmo quando querem “atacar”.


Não me deixo acompanhar por qualquer um. É preciso saber escolher. Não gosto quando têm pelos, nem quando são muito grandes. Só permito entrada aos mais normais e discretos. Assim durmo bem acompanhada. São-me familiares, já estive com eles antes, já partilhamos o sono numa outra vez qualquer, noutro quarto que não este. Não gosto dos sonhadores, com asas, qualquer que seja o tamanho do seu sonho. Nem dos que têm uma espécie de antenas que captam tudo. É bom saber que não estamos a ser estudadas.


Hoje deixei um entrar e ficar, até acordarmos juntos de manhã. Vai passar a noite comigo. É de tez escura, antenas pequenas e asas duras e não causa muito distúrbio. Está “estacionado” na parede ao lado da cama. Um estudo acautelado indica que não apresenta perigo algum.


Mas à semelhança de outras noites do passado, posso estar enganada. Ainda pode causar danos. Com insectos ou com vermes nunca temos bem a certeza.

É um risco que decidimos aceitar de vez em quando. Para não os eliminar a todos com uma pancada seca do jornal enrolado. Nem sempre eficaz, por vezes deixa marcas e não morrem à primeira.

05 abril 2008

Raid Mata Insectos

Chegou a primavera à minha casa de campo. Ontem tive que matar um insecto com muitas patas e antenas, com um jornal enrolado. Já fui ao continente online. Torna-se urgente ter Raid em casa para estas ocasiões.

03 abril 2008

01 abril 2008

Lida Doméstica

Depois de aspirar a casa e lavar o chão da casa de banho, pergunto-me como é possível ainda ter cabelos na cabeça.