17 junho 2015
08 junho 2015
O Meio
Um dia a minha mãe contou-me uma história depois de vir do cabeleireiro. Contou-me que a menina que lhe lavou o cabelo era muito bonita. Contou-me também que disse ao cabeleireiro "Aquela menina é tão bonita, devia ser modelo". Respondeu-lhe com um grande sorriso que era a mulher dele. E que sim era muito bonita e era modelo. Disse-me a minha mãe que não ficou minimamente atrapalhada. Que já está numa idade em que pode fazer estes comentários sem que a interpretem mal. Que já pode dizer muitas coisas sem que a levem a mal.
Quando somos novos somos fantástico a ser nós próprios, quando somos velhos somos fantásticos a ser nós próprios. O problema está no meio, é essa a parte problemática. São os anos em que temos que socializar, temos que nos acomodar e adaptar.
Diz também a minha mãe que tem sorte em ver crescer os netos, que os vê agora com olhos diferentes de quando era mãe. Eu acho que a sorte é toda minha. De ver a minha mãe com a minha filha, ambas a serem elas próprias. Sem complexos de inferioridade ou superioridade. Têm apenas interioridade.
E aqui está o segredo de sabermos que estamos bem quando somos nós próprias. Nem melhor nem pior que ninguém. Somos únicas, cada uma de nós. Há a percepção que os outros têm de nós e há a necessidade que temos de nos aceitarem. Nunca vamos deixar de ser "percepcionados"pelos outros. Mas é importante sentirmo-nos livres dessa percepção.
As pessoas não reparam tanto em nós como poderíamos pensar. As crianças nem pensam nisso e o mais velho perspicaz aprende isso com o tempo.
Humildade não é pensarmos menos de nós, é pensarmos menos sobre nós.
Quando somos novos somos fantástico a ser nós próprios, quando somos velhos somos fantásticos a ser nós próprios. O problema está no meio, é essa a parte problemática. São os anos em que temos que socializar, temos que nos acomodar e adaptar.
Diz também a minha mãe que tem sorte em ver crescer os netos, que os vê agora com olhos diferentes de quando era mãe. Eu acho que a sorte é toda minha. De ver a minha mãe com a minha filha, ambas a serem elas próprias. Sem complexos de inferioridade ou superioridade. Têm apenas interioridade.
E aqui está o segredo de sabermos que estamos bem quando somos nós próprias. Nem melhor nem pior que ninguém. Somos únicas, cada uma de nós. Há a percepção que os outros têm de nós e há a necessidade que temos de nos aceitarem. Nunca vamos deixar de ser "percepcionados"pelos outros. Mas é importante sentirmo-nos livres dessa percepção.
As pessoas não reparam tanto em nós como poderíamos pensar. As crianças nem pensam nisso e o mais velho perspicaz aprende isso com o tempo.
Humildade não é pensarmos menos de nós, é pensarmos menos sobre nós.
07 junho 2015
Quando o que me faz feliz me faz infeliz
Hoje consegui ler uma revista do início ao fim. Incluindo dois suplementos. Ora aqui está uma coisa que não consigo fazer há muito tempo e que me faz muito feliz. Não fosse o conteúdo de tudo o que é jornal e revista me deixar tão infeliz. Com o estado do mundo, com o estado do país e com o estado em me deixo ficar por estar tanta coisa diferente daquilo que eu acho que devia estar.
Raios lá para a forma que os outros decidiram viver a vida! Raios pela forma como deixo que isso afecte a minha!
Raios lá para a forma que os outros decidiram viver a vida! Raios pela forma como deixo que isso afecte a minha!
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