28 outubro 2009

Facebook e Albertine Agnesplein

Descobri o facebook no dia em que fiquei doente, e na cama, fui navegando a internet.

O que é fixe no facebook é voltar a "encontrar" pessoas de quem já não ouvia falar há imenso tempo. Como por exemplo os meus room mates da Albertine Agnesplein, a Casa de Estudantes Internacional onde morei em 1997 / 1998, quando fui estudar para Groningen.

Tinhamos todos à volta de 20 anos, vinhamos de todos os países da Europa e aquela casa era uma rebaldaria. Não se dormia antes das tantas da manhã, as festas eram várias por semana e cheirava a coffee shop por todo o lado.

Fui recebendo convites destas aves raras e foi uma viagem ao passado mas...com gravatas em vez das t-shirts rotas, com fotos envelhecidas 10 anos e adultos em vez de crianças. Descobri que se deram todos bem na vida e que quase todos têm filhos. E, com um gap de 10 anos, custa-me imaginar o François, um francês que não lavava as meias e que comia massa com ketchup a quase todas as refeições com filhos e com a função de engenheiro numa multinacional qualquer, a Virginia com dois filhos e a trabalhar em Marselha. O Klaus tem na foto de perfil um bebé ao colo. Estão todos velhos. Como eu.

E fazer umas asneiras há 10 anos atrás não parece ter feito mal a nenhum deles. Provavelmente só fez bem.

19 outubro 2009

Acordei Doente

Esta manhã acordei doente. Já me sentia em baixo há uns dias e hoje de manhã estava com febre, dores de garganta e a cabeça pesada.

Ainda me levantei para ir ao supermercado mas fiquei cansada e voltei para a cama. Comprei duas revistas e um DVD. Com o computador ao meu lado e a mão fora do edredon, ia navegando na internet com o indicador esticado, a olhar de lado para o ecran.

Li a revista Saber Viver, vi o 4º episódio do documentário Périplo, passei tempo no facebook, procurei receitas no google. Bebi muito chá e quando tinha fome arrastei-me da cama para fazer torradas e comer o bolo que a minha "sogra" me mandou no fim-de-semana. Custa-me levantar até para ir buscar lenços de papel para apanhar o ranho que me corre do nariz.

Ainda tenho a Volta ao Mundo para ler, depois do jantar que vou fazer agora: Sopa de Espinafres e Beringelas com molho de tomate.

Vou-me enrolar em roupa quentinha e vou para a cozinha.

Isto de estar doente nem era tão mau não fosse o mau-estar e as insuportáveis dores de cabeça. E hoje queria muito que o meu namorado morasse mais perto.

Morar sozinha é fixe, excepto quando estamos doentes sem ninguém para tomar conta de nós.

17 outubro 2009

Publicidade anti-tabagica

15 outubro 2009

Volubilis

Moulay Idriss

Vendedor de água - Méknes



Umas férias azaradas



Eu gosto de ir escrevendo no meu blog durante as férias, mas desta vez e porque não fui sozinha como é o habitual, foi mais complicado ter tempo ao final do dia para passar uma hora a actualizar as minhas crónicas. Para além disso, os teclados em árabe não ajudavam nada.
No dia 4 de outubro fui para Marrakesh e fiquei 3 noites numa Riad lindíssima, uma casa dentro da medina, renovada por um francês. As Riads são casas com patios no meio e com quartos virados para o centro. Esta Riad estava muito bem decorada, apesar de muito simples. De manhã tomava o pequeno almoço no terraço. Panquecas, iogurte, bolo e compotas, tudo caseiro, feito pela cozinheira marroquina, Radia. Estava a 5 minutos da Praça Djeema El Fna, onde de noite se pode ficar horas sentado a ver o mundo passar e a beber chá de menta. Jantava numa das barracas da praça, a nº 1 - Aicha, onde uma senhora espaçosa comandava o seu negócio e os empregados de mesa, enquanto cozinhava.

Depois de Marrakesh fui para Fez, onde desaparece a beleza de Marrakesh e onde o cor de laranja é substituido pela branco sujo e cor da terra. Entrar na Medina de Fez é uma viagem no tempo e custa a acreditar que ainda se viva e trabalhe assim.

E o azar começa quando chegamos a Fez às 3 da manhã e o hotel que devia ter o nosso quarto reservado, não o tinha, e nos deixaram ficar na rua numa cidade onde todos os hoteis estavam cheios. No dia seguinte, para variar da comida marroquina, fomos a uma pizzaria recomendada pelo lonely planet e ficamos os dois com a maior intoxicação alimentar das nossas vidas. Dois dias de cama. Quando quisemos sair de Fez e apanhamos o combóio para Méknes, distraídos, não saímos na estação certa e tivemos que esperar para voltar para trás. Apesar de Méknes ter sido interessante, e de uma visita a Volubilis e Moulay Idriss que valeu a pena, o final das férias também não foi feliz. Fomos a Rabat e Casablanca e foi uma seca. Nem um museu, um monumento, nada para ver. Em casablanca apenas muito trânsito e prédios dos anos 20, art-deco, com vidros partidos, neons, parabólicas, sujos e a cair aos pedaços.

No geral, correu mal, mas mesmo assim, vi aquilo que já há muito tinha curiosidade e valeu a pena: Marrakesh é a mais bonita cidade de Marrocos, Fez é uma viagem ao passado, e Méknes, Volubilis e Moulay Idriss uma lição de história.

Perdi a vontade de viajar outra vez de mochila às costas. Começo a perder a paciencia e falta-me a energia. Até à próxima...


Aicha - Djemaa El-Fna




Restaurantes na Djemaa El-Fna

08 outubro 2009

Fez





05 outubro 2009

Marrakesh




Marraquexe e' mais civilizado do que eu imaginava. Nao me sinto assediada por vendedores como imaginava; as ruas e souks sao mais limpos e organizados do que estou habituada. Fiquei alojada numa Riad - casa tradicional marroquina - lindissima, com um pequeno almoco delicioso, servido no terraco, preparado pela Radia, uma marroquina muito bonita. O teclado arabe torna a escrita quase impossivel. Amanha tento outra vez

02 outubro 2009

Vou visitar a minha tia a Marrocos

Vou de férias. Desta vez, acompanhada, o que significa que não sei se vou ter tempo para, ao fim do dia, escrever as minhas crónicas de viagem neste blog. Vou tentar deixar umas fotos e notícias.
No Domingo, já janto em Marraquexe.

01 outubro 2009

Anos 60


Maurice Evansky - 1969
Corte de Cabelo com pequena franja, com camadas mais longas dos lados, cobrindo a parte de trás do pescoço.