Descobri o facebook no dia em que fiquei doente, e na cama, fui navegando a internet.
O que é fixe no facebook é voltar a "encontrar" pessoas de quem já não ouvia falar há imenso tempo. Como por exemplo os meus room mates da Albertine Agnesplein, a Casa de Estudantes Internacional onde morei em 1997 / 1998, quando fui estudar para Groningen.
Tinhamos todos à volta de 20 anos, vinhamos de todos os países da Europa e aquela casa era uma rebaldaria. Não se dormia antes das tantas da manhã, as festas eram várias por semana e cheirava a coffee shop por todo o lado.
Fui recebendo convites destas aves raras e foi uma viagem ao passado mas...com gravatas em vez das t-shirts rotas, com fotos envelhecidas 10 anos e adultos em vez de crianças. Descobri que se deram todos bem na vida e que quase todos têm filhos. E, com um gap de 10 anos, custa-me imaginar o François, um francês que não lavava as meias e que comia massa com ketchup a quase todas as refeições com filhos e com a função de engenheiro numa multinacional qualquer, a Virginia com dois filhos e a trabalhar em Marselha. O Klaus tem na foto de perfil um bebé ao colo. Estão todos velhos. Como eu.
E fazer umas asneiras há 10 anos atrás não parece ter feito mal a nenhum deles. Provavelmente só fez bem.
28 outubro 2009
19 outubro 2009
Acordei Doente
Esta manhã acordei doente. Já me sentia em baixo há uns dias e hoje de manhã estava com febre, dores de garganta e a cabeça pesada.
Ainda me levantei para ir ao supermercado mas fiquei cansada e voltei para a cama. Comprei duas revistas e um DVD. Com o computador ao meu lado e a mão fora do edredon, ia navegando na internet com o indicador esticado, a olhar de lado para o ecran.
Li a revista Saber Viver, vi o 4º episódio do documentário Périplo, passei tempo no facebook, procurei receitas no google. Bebi muito chá e quando tinha fome arrastei-me da cama para fazer torradas e comer o bolo que a minha "sogra" me mandou no fim-de-semana. Custa-me levantar até para ir buscar lenços de papel para apanhar o ranho que me corre do nariz.
Ainda tenho a Volta ao Mundo para ler, depois do jantar que vou fazer agora: Sopa de Espinafres e Beringelas com molho de tomate.
Vou-me enrolar em roupa quentinha e vou para a cozinha.
Isto de estar doente nem era tão mau não fosse o mau-estar e as insuportáveis dores de cabeça. E hoje queria muito que o meu namorado morasse mais perto.
Morar sozinha é fixe, excepto quando estamos doentes sem ninguém para tomar conta de nós.
Ainda me levantei para ir ao supermercado mas fiquei cansada e voltei para a cama. Comprei duas revistas e um DVD. Com o computador ao meu lado e a mão fora do edredon, ia navegando na internet com o indicador esticado, a olhar de lado para o ecran.
Li a revista Saber Viver, vi o 4º episódio do documentário Périplo, passei tempo no facebook, procurei receitas no google. Bebi muito chá e quando tinha fome arrastei-me da cama para fazer torradas e comer o bolo que a minha "sogra" me mandou no fim-de-semana. Custa-me levantar até para ir buscar lenços de papel para apanhar o ranho que me corre do nariz.
Ainda tenho a Volta ao Mundo para ler, depois do jantar que vou fazer agora: Sopa de Espinafres e Beringelas com molho de tomate.
Vou-me enrolar em roupa quentinha e vou para a cozinha.
Isto de estar doente nem era tão mau não fosse o mau-estar e as insuportáveis dores de cabeça. E hoje queria muito que o meu namorado morasse mais perto.
Morar sozinha é fixe, excepto quando estamos doentes sem ninguém para tomar conta de nós.
17 outubro 2009
15 outubro 2009
Umas férias azaradas
Eu gosto de ir escrevendo no meu blog durante as férias, mas desta vez e porque não fui sozinha como é o habitual, foi mais complicado ter tempo ao final do dia para passar uma hora a actualizar as minhas crónicas. Para além disso, os teclados em árabe não ajudavam nada.
No dia 4 de outubro fui para Marrakesh e fiquei 3 noites numa Riad lindíssima, uma casa dentro da medina, renovada por um francês. As Riads são casas com patios no meio e com quartos virados para o centro. Esta Riad estava muito bem decorada, apesar de muito simples. De manhã tomava o pequeno almoço no terraço. Panquecas, iogurte, bolo e compotas, tudo caseiro, feito pela cozinheira marroquina, Radia. Estava a 5 minutos da Praça Djeema El Fna, onde de noite se pode ficar horas sentado a ver o mundo passar e a beber chá de menta. Jantava numa das barracas da praça, a nº 1 - Aicha, onde uma senhora espaçosa comandava o seu negócio e os empregados de mesa, enquanto cozinhava.
Depois de Marrakesh fui para Fez, onde desaparece a beleza de Marrakesh e onde o cor de laranja é substituido pela branco sujo e cor da terra. Entrar na Medina de Fez é uma viagem no tempo e custa a acreditar que ainda se viva e trabalhe assim.
E o azar começa quando chegamos a Fez às 3 da manhã e o hotel que devia ter o nosso quarto reservado, não o tinha, e nos deixaram ficar na rua numa cidade onde todos os hoteis estavam cheios. No dia seguinte, para variar da comida marroquina, fomos a uma pizzaria recomendada pelo lonely planet e ficamos os dois com a maior intoxicação alimentar das nossas vidas. Dois dias de cama. Quando quisemos sair de Fez e apanhamos o combóio para Méknes, distraídos, não saímos na estação certa e tivemos que esperar para voltar para trás. Apesar de Méknes ter sido interessante, e de uma visita a Volubilis e Moulay Idriss que valeu a pena, o final das férias também não foi feliz. Fomos a Rabat e Casablanca e foi uma seca. Nem um museu, um monumento, nada para ver. Em casablanca apenas muito trânsito e prédios dos anos 20, art-deco, com vidros partidos, neons, parabólicas, sujos e a cair aos pedaços.
No geral, correu mal, mas mesmo assim, vi aquilo que já há muito tinha curiosidade e valeu a pena: Marrakesh é a mais bonita cidade de Marrocos, Fez é uma viagem ao passado, e Méknes, Volubilis e Moulay Idriss uma lição de história.
Perdi a vontade de viajar outra vez de mochila às costas. Começo a perder a paciencia e falta-me a energia. Até à próxima...
Aicha - Djemaa El-Fna
Restaurantes na Djemaa El-Fna
08 outubro 2009
05 outubro 2009
Marrakesh
Marraquexe e' mais civilizado do que eu imaginava. Nao me sinto assediada por vendedores como imaginava; as ruas e souks sao mais limpos e organizados do que estou habituada. Fiquei alojada numa Riad - casa tradicional marroquina - lindissima, com um pequeno almoco delicioso, servido no terraco, preparado pela Radia, uma marroquina muito bonita. O teclado arabe torna a escrita quase impossivel. Amanha tento outra vez
02 outubro 2009
Vou visitar a minha tia a Marrocos
Vou de férias. Desta vez, acompanhada, o que significa que não sei se vou ter tempo para, ao fim do dia, escrever as minhas crónicas de viagem neste blog. Vou tentar deixar umas fotos e notícias.
No Domingo, já janto em Marraquexe.
01 outubro 2009
Anos 60
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