30 agosto 2007

Gostar de quem não gosta de nós


E assim acabaram as minhas mini-férias em Lisboa. Antes do previsto e com amargura. A infelicidade pós-felicidade.

It´s tough being brocolli ice cream cause nobody likes ya.

http://www.nataliedee.com/

Cartas


[1] Publicar as cartas da Madre Teresa de Calcutá foi um grande golpe de marketing. Ainda por cima, se ela pediu para que as destruissem, era o que devia ter sido feito.

[2] O Berardo é um narcisista mas o Museu Colecção Berardo foi uma surpreendente revelação para mim. (Até parecia que estava no estrangeiro).

[3] Queria morar em Lisboa.

[4] Beber cerveja e apanhar sol numa esplanada da Graça, foi o melhor fim de tarde que me podiam ter proporcionado. Hoje, sinto-me feliz.

27 agosto 2007


Bem, toda a gente não, só eu. Pânico. Estou tão gorda que não há peça de roupa que me sirva e amanhã vou para Lisboa. Esperei tanto tempo para poder lá ir passar uns dias e agora vou estar sempre a sentir-me mal comigo própria. E quanto mais deprimida fico mais como. Já não sei o que fazer comigo própria. Nem sei o que meter na mala. Uma tenda?

26 agosto 2007

Ignorância

Comecei a fazer uma lista das vantagens de trabalhar durante a noite. Comecei a fazê-la quando ia no carro, já passava a uma da manhã. Gosto de ter o rádio ligado e, àquela hora, é até uma forma de me manter acordada. Costumo fazer os 30 km de viagem já muito cansada, ligo o rádio e abro as janelas para que o ar frio me mantenha os olhos abertos. Enquanto tentava fazer uma lista mental de vantagens, lembrei-me de uma grande desvantagem: àquela hora, não consigo ouvir nenhum programa de rádio. Costumo ir o caminho todo a fazer zapping radiofónico, acabando por nunca parar em estação nenhuma. Passa pela antena3, a RR a RFM, A Rádio Cidade, Festival, etc etc…e passa sempre por uma rádio que, apesar de nunca ter tirado mais do que uns segundos para a ouvir, pelo tom, parecia-me ser uma rádio de carácter religioso, onde vozes beatas me indicam que o tema tem que ser o amor a Jesus.

Ontem parei para ouvir o que se discutia nessa estação de rádio. Falava uma frequentadora da Igreja do Reino Universal de Deus e entre outras coisas explicava porque era importante pagar o dizimo. Dizia que vivia em função do texto da bíblia, etc etc etc, a bíblia é muito importante etc etc etc, o pastor é uma pessoa muito importante para ela e explica-lhe muitas coisas. Sim, porque nem toda a gente consegue perceber e interpretar o que diz a bíblia. Aliás, ela própria nunca tinha lido a bíblia. Por isso é que era tão importante ir à igreja e ouvir o pastor explicar o que diz a bíblia. Porque de outra forma ela não saberia…

E é assim que se manipulam as pessoas. E a senhora vive em função dos ensinamentos da bíblia. E o pastor diz sobre a bíblia aquilo que lhe apetece e convém. Porque questionar o que nos dizem, dá muito trabalho. E assim se vive em função dos ensinamentos de um livro que nunca se leu.

24 agosto 2007

Hotel Room - Edward Hopper (1931)

Há imagens pelas quais me apaixono imediatamente e que me lembram porque gosto tanto de ir a museus. Uma mulher sozinha num quarto de hotel. As malas e o horário de comboios nos joelhos tornam o quadro menos estático. Um estudo sobre a solidão urbana.

23 agosto 2007

Swedish Chef - Meatballs

Labregos

As segunda-feiras em Espinho, durante o mês de Agosto, são dias em que preferia não ter que sair de casa. Não vale regra nenhuma. Os passeios não interessam e os peões invadem a estrada. A semana passada, e já em desespero por estar parada há tanto tempo no meio da rua, sem conseguir avançar, tanta era a gente na estrada, à volta do meu carro, comecei a acelerar devagarinho e a pedir às pessoas para se afastarem. Oh menina! Olhe que ainda lhe viro o carro! – foi a única reacção à minha tentativa para circular na via que me foi destinada como condutora de veículo motorizado.

É curioso que nas aldeias aqui à volta, de onde vem a invasão que enche a feira de Espinho, não ensinam as regras de trânsito e o que significa um semáforo vermelho para os peões. Também não devem haver passeios, porque toda a gente caminha no meio da estrada.

Já tenho que aturar gente mal-educada o dia todo, gostava de poder viver a minha vida pós laboral, rodeada por gente com o mínimo de educação. Mas vivo aqui, e houve uma falha grave no que respeita a educação dos portugueses.

Estou a tentar habituar-me a trabalhar à noite e por isso não tenho energia para escrever crónicas. Tenho imensa pena porque temas não me faltam.

Peço desculpa pela ausência. E prometo que dentro em breve volto ao normal.

A gerência

PS- vou a Madrid e Toledo nas férias.

20 agosto 2007

Férias e não se fala mais nisso

Estou tão cansada de procurar voos e hotéis que decidi que não vou a lado nenhum. Fico por cá e não penso mais nisto. Já me doi a cabeça de procurar tanto na internet. Estou habituada a marcar férias a partir do Reino Unido onde os voos são baratos e directos, e com muita antecedência. Marcar férias em cima do joelho deixa-me nervosa.

Estou cansada e de mau humor. Felizmente o dia foi salvo porque comprei uma túnica (a centésima do meu guarda-vestidos) preta de seda com 50% de desconto.

Salva pelos saldos.

16 agosto 2007

Ser Adulto

Esta manhã acordei cedo e fui ao banco. Abri um plano poupança reforma, reforcei os meus fundos e pedi um cartão de crédito.

Preferia quando não pensava muito no futuro e se gastasse tudo o que tinha, não perdia o sono à noite. Não gosto da vida de adulto. Não tenho feitio para isso.

15 agosto 2007

Ibuprofeno só alivia a dor de dentes

A imaterialidade da alma faz com que a dor se manifeste nos dentes.

Coisas Velhas

Tinha já feito metade do percurso quando me lembrei que tinha esquecido o pijama e a escova de dentes. Eram duas da manhã e não podia parar em loja nenhuma para comprar o que me faltava. Mas é assim ir passar uns dias à casa de Moledo. Há sempre escovas de dente extra no armário da casa de banho e há sempre um pijama velho escondido em algum lado. E já agora uns chinelos também não tens? Ena! Tão velhinhos! Ainda me lembro deles, eram meus não eram?

Moledo está cheio de recordações das férias de antigamente, em caixas, escondidas nos armários e penduradas em cruzetas. Ainda bem que se guardam as coisas antigas. Servem sempre para qualquer coisa. Nem que se seja para trazer de volta memórias de outras férias.

Os Dramas do Costume

Passo o ano todo a sonhar com as férias e quando chegam fico sempre deprimida por não saber onde ir. Escolher um destino deférias para ir sózinha é mais complicado do que quando se tem companhia: será que me vou aborrecer, sentir insegura ou desconfortável?

Há muitos sítios que gostava muito de conhecer mas que não são destinos para eu ir sem companhia: os açores, a Patagónia, o Cairo...

Fiz uma lista de países que gostava de visitar e eliminei muitos por motivos vários. Decidi também que devia escolher férias de cidade porque é mais fácil distrair-me sózinha em sitios com muitos museus para visitar, com cafés cheios de gente, e com muita agitação.

Na minha próxima folga vou tratar de marcar as minhas férias. As escolhas são:

1º - Nova Iorque

2º - Istambul

3ª - Marraquexe e Fez

4º - Letónia, Estónia ou um desses países para esses lados

E vou tentar não pensar mais nisso. A solidão já me tirou o sono vezes demais esta semana. Isso e a conta do dentista.

12 agosto 2007

Pelos Caminhos de Portugal

95% das cabeleireiras de Portugal chamam-se Fátima.

09 agosto 2007

O Mar

Viver numa cidade com praia condiciona o nosso estilo de vida. Acordamos de manhã num dia de folga, vestimos os fatos de banho e sentamo-nos na areia, em cima de uma toalha. Ao contrário das pessoas de cidades mais longe do mar, que precisam de planear um dia de praia, para nós, é hábito rotineiro. Se descobrimos que afinal está mau tempo quando lá chegamos, basta voltar para trás e em minutos estamos outra vez em casa. Mesmo que não seja a nossa intenção pisar o areal, as roupas que vestimos para sair de casa são de praia, mostram mais pele, são mais coloridas, usamos chinelos de dedo e os homens exibem o tronco nu.

No interior do país, mesmo fazendo mais calor, as vestimentas do povo são mais de campo e montanha. Lembro-me do primeiro verão que passei em Coimbra. Ao primeiro sinal de calor tórrido, pus um vestido de praia e fui para a faculdade. Senti-me deslocada. Mesmo com um calor acima dos 40º, ninguém vestia vestidos de alças às florzinhas nem trazia havaianas nos pés. Voltei para casa e troquei de roupa. Acho que foi nesse dia que me apercebi que tinha vida de mar e praia.

E a falta que me faz o mar, mesmo não sendo capaz de passar muito tempo deitada na areia. Faz falta o cheiro a peixe e algas, as roupas descontraídas, a areia no meio dos dedos dos pés, os bares e as cores dos guarda-sóis. Sou gente de à beira-mar. E de outra forma custa-me viver.

08 agosto 2007

What really matters in life and other holiday delusions

imagem: soya bean dreams

It is that dangerous time of the year when people go on holiday, relax, lower their guards and, at the very moment when their brains are hardly functioning at all, make plans for the future. They talk about the need to take a step back, to look at the big picture. Disastrously, they might even start considering what really matters in life.

Holidays fantasies, in their place, are harmless, but that place is on holiday. It is when they are brought home and acted on that they cause problems. Sit by the pool. Dream of another life. Then have another drink and forget it. Do not, above all, introduce your fantasies into the world of reality.


Terence Blacker - The Independent

06 agosto 2007

Não Faltava Mais Nada


(Já regressei do dentista)

Para além de me sentir quase sempre gorda, feia e desajeitada, parece que agora preciso de usar aparelho nos dentes. humpf!

Música para Segunda-Feira de Manhã



Vou ao dentista. Quando voltar, escrevo mais uma crónica. Para já fica uma musiquinha! (Hoje não trabalho!!)

02 agosto 2007

Inédito

Ontem cheguei a casa e não liguei o computador. Fui directamente para a cama. Nunca visto.