01 março 2008
Sukhothai
29 fevereiro 2008
Hoje nao ha' cronica, so programa de festas
Ai vida dura esta!!
Amanha vou a Sukotai (antiga capital do Siao) e depois vou tentar arranjar um voo que me leve para a praia. Isto se ainda tiver tempo.
Nao ponho mais fotos porque descobri que as fotos que ponho aqui a partir da maquina fotografica, desaparecem dando File Error. Agora estou com medo de por mais fotos e ficar sem elas.
Beijinhos, vou voltar a pedalar no meu chasso com nome de bicicleta.
PS - maezinha, continuo bem de saude, ainda nao fiz asneirs (a nao ser andar de mota sem capacete mas isso nao conta) e estou a descancar muito. Diverte-te em Londres
28 fevereiro 2008
Claudia, A Teimosa
26 fevereiro 2008
E 'ha vezes que parece que l'a de cima querem que descance
25 fevereiro 2008
A Ilusao das Ferias - 15 dias em que podemos deixar de ser nos.
20 fevereiro 2008
No Sábado
11 fevereiro 2008
O Maior Drama da Humanidade
09 fevereiro 2008
Sempre muita coisa
Sentir alguma coisa forte constantemente. Emoções que me impeçam de pensar, que me ocupem o tempo, não ter tempo para parar, preocupar-me sempre com algo, preocupar-me, stressar, sentir muita coisa, fazer muitas coisas ao mesmo tempo, ter sempre medo, sensações novas, que me façam sentir bem ou que me façam sentir mal, mas que me façam sentir. Ir onde não conheço, fazer o que nunca fiz, ir para casa por uma rua escura, arriscar e mudar muitas vezes. Ter peso na consciência porque não era suposto gostar, ter preconceito contra mim mesma porque foi bom, ou foi mau, mas foi qualquer coisa, sentir-me mais desperta, mesmo sentindo-me pior, sentir-me bem assim, sentir-me culpada, com medo de me arrepender de o fazer, de me arrepender se não o tivesse feito, com medo que fiquem a saber. Que me sinto bem, que me sinto mal, que penso demais, que é tudo pesado, que foi bom, que me senti bem e depois mal mas bem no final. Sentir desejo para não sentir mais nada. Sentir desejo porque prometi não sentir mais além e contentar-me com isso. Nao querer mais afinal. Ter vontade de muita coisa, de saber e de ver mais, do que vem a seguir, não ter medo de ter medo, não deixar de fazer nada por o ter, saber que nunca é tão mau como antecipamos. Afinal não foi assim tão mau. Chegou até a ser bom e valeu a pena. Fizeste-me sentir desejo.
08 fevereiro 2008
07 fevereiro 2008
Música para Quinta-Feira à Noite
Don't you know that I'll be around to guide you
Through your weakest moments to leave them behind you
Returning nightmares only shadows
We'll cast some light and you'll be alright for now
Crosses all over, heavy on your shoulders
The sirens inside you waiting to step forward
Disturbing silence darkens your sight
We'll cast some light and you'll be alright for now
Crosses all over the boulevard
The streets outside your window overflooded
People staring they know you've been broken
Repeatedly reminded by the looks on their faces
Ignore them tonight and you'll be alright
We'll cast some light and you'll be alright
05 fevereiro 2008
Morar na Aldeia
Quando espreito para dentro das casas de porta aberta, vejo interiores escuros, quase lúgrubes. Paredes por pintar, roupas a secar no quintal de terra batida, crianças despenteadas, velhinhos sentados em bancos e mulheres a quem não sei adivinhar a idade.
Hoje, enquanto tentava abrir a fechadura ferrugenta da caixa de correio, a minha vizinha da frente veio falar comigo. Perguntou “vai mudar-se para essa casa?”. Respondi que já me tinha mudado há umas semanas. “Casa grande..:” Sim, é grande para uma pessoa. “Mora sozinha?? Pensei que tivesse marido. Eu também estou sozinha. Estou divorciada. Moro com os meus dois filhos."
Os dois miúdos olhavam para mim, do lado de fora do portão.
Então não mora sozinha, tem os dois filhos. Sempre tem mais que eu.
“É verdade. Mas a minha casa dava era para sí. Um quarto, a sala e a cozinha. Pago 35 contos. A sua deve ser mais cara. Sabe, agora estou desempregada. Recebo o fundo de desemprego. Até há pouco tempo trabalhava e ainda trazia 80 contos para casa. Agora trago um bocadinho menos. Mas então mora aí sozinha...numa casa tão grande...Estamos as duas sozinhas. Eu ainda tive um namoro mas ele não me tratava muito bem. Ainda me manda mensagens de vez em quando. Mas eu...sabe como é. A senhora é que deve ganhar bem, que essa casa ainda deve ser cara para um pessoa. Onde é que trabalha? Aaah, conheço. Pois, aí devem pagar bem.
Fiquei sem saber como se chamava. Disse que se precisasse de alguma coisa podia bater-me à porta, agora que já me conhecia. Não quis saber mais do que já tinha aprendido. Também eu queria ver só as casas com piscina. E não queria que as vidas dos outros entrassem na minha.
Quando comecei a ter vontade de ir embora para outro país, há já muitos anos e porque Portugal sofre de pobreza económica e de espírito, porque as mentalidades são estreitas e porque as oportunidades são poucas, a minha mãe disse que talvez fosse minha obrigação ficar. Em vez de fugir a isto devia fazer alguma coisa para mudar. Voltei e continuo a saber que não vou mudar nada. Mas fico contente por conhecer vários sítios e agora esta aldeia. Porque ficamos a saber e vemos de mais perto, que as vidas dos outros são diferentes das nossas. Às vezes para melhor, às vezes para pior e outras simplesmente diferentes. Não tento mudar nada, mas descrevo o que vejo. E cada um que retire daqui a mensagem que quiser. Sei que não vou ensinar nada a ninguém.
30 janeiro 2008
25 janeiro 2008
Auto-Estima
22 janeiro 2008
Optimismo
Fiona Apple
Feliz por ir às compras escolher o detergente para a roupa, por ter de aspirar, escolher o que vou jantar, pendurar cortinas, por ter muitos cantos vazios mas os cheios estarem cheios de coisas minhas, por ter tulipas a crescer no canteiro ao lado do portão, por ter tempo para ler antes de dormir, por ter louça para lavar, roupa para estender, por sentir falta de um jornal em cima da mesar, por poder deixar a toalha no chão da casa de banho, por acordar com os pássaros a cantar e por ter que me lembrar de levar as chaves para entrar.19 janeiro 2008
15 janeiro 2008
Embrutecida
Quero ler um livro, ir ao cinema, ir jantar com amigos, falar com quem tenha alguma coisa interessante para dizer, aprender alguma coisa nova, desapaixonar-me, ter tempo para não fazer nada, adormecer no sofá, ser mais moderada, ir ao teatro, passar uma tarde no café a beber chá, ver um concerto, beber uma garrafa de vinho e ler o jornal ao fim-de-semana.
11 janeiro 2008
Nunca hei-de chegar a presidente da junta...
Artigo do Guardian, 11 de Janeiro
Aqui está algo que me preocupa...
Mãos no ar quem acha que o meu blog devia ser anónimo.
10 janeiro 2008
Rejeição Nº 14938
Tive vontade de lhe responder: "O único motivo porque tentei chamar a tua atenção é porque me parecias um rapaz muito pouco sério que de bom grado passaria a noite comigo sem querer namorar no dia seguinte. Estou sozinha, estou bem assim até encontrar alguém de quem goste de verdade e não quero namorar contigo.”
Mas as mulheres querem sempre namorar com os homens com quem se envolvem. Principalmente as mulheres com mais de trinta. E ainda mais as mulheres de aparência normal. Querem ver que vou ter que começar a usar mini-saias, baton vermelho, decotes e pintar o cabelo de louro? Será este o perfil de uma mulher menos séria?
Não respondi o que queria. Disse-lhe que certamente ele preferia uma mulher casada ou uma estrangeira. Porque no dia seguinte não estava lá para o chatear. Ele concordou. E eu concordei com ele. Sou uma rapariga séria. Mas mesmo assim tive vontade de passar algum tempo com um rapaz que não ia querer namorar comigo. Demorou alguns anos para eu entender. Mas querer isto faz com que muita gente ache que sou uma rapariga pouco séria. Logo eu. Que levo as coisas realmente importantes da vida tão a sério.
Ausência
06 janeiro 2008
Terapia Gigi
05 janeiro 2008
04 janeiro 2008
Candidatos
Urgente. Para sair deste estado catatónico. E para estrear as minhas botas novas.
Desloco-me a qualquer zona do país.
Relembro que sábado é noite de Gigi no triplex.
claudia_antunes@hotmail.com
Obrigada.
Cláudia
03 janeiro 2008
Com uma nuvem negra em cima da cabeça
Continuo a achar que sou assim. Tenho um gosto mórbido pelo sofrimento e apesar de saber algumas coisas que posso fazer para o evitar, não o faço. Isto causa-me ansiedade e stress. Nervosa já eu sou que baste, não precisava de me torturar mais.
A maior parte das vezes a ansiedade é causada por um adiar constante do que tenho para fazer. Outras vezes porque tenho muita dificuldade em tomar decisões, e porque a mudança me assusta mas ao mesmo tempo sinto falta dela. Também tenho tendência para sofrer por antecipação. Sofrer pelo sofrimento que tenho receio de vir a ter. Sabendo ou não se de facto o vou sentir.
Não faz muito sentido ter necessidade de estar sempre a mudar (de casa, de emprego, de país, de ginásio...) se isso me causa tanta ansiedade. Não faz sentido e é contraditorio.
Ainda não percebi se gosto tanto de mudança pela mudança em si ou se estou a tentar fugir de mim própria. Não gosto de ser como sou, pessimista, negativa, tímida, introvertida, desajeitada e complexada. Durante muitos anos tive esperança que a mudar de cidade ou de país, podia recomeçar de novo. Ser diferente, fazer menos asneiras e relacionar-me melhor com as pessoas. Mas já me apercebi que mesmo mudando geograficamente, eu continuo na mesma.
Sei que estou melhor do que era. Já não espero sempre o pior, sei que quando faço uma asneira, as consequências nem sempre são tão más como eu imagino, e também sei que mesmo quando me sinto gorda e feia, não posso esconder-me em casa ou debaixo da túnica do Demis Roussos. Há mesmo quem goste de mim assim. Mesmo com estas melhorias, começo a ver os cabelos brancos e as rugas que o estado constante de ansiedade me estão a causar. São raros os momentos em que me sinto descontraída e abstraída da minha própria presença desconfortável.
O último dia do ano passei-o a lembrar-me de todas as coisas que correram mal. Mesmo que as coisas boas fossem em maior quantidade. Passei o primeiro dia do ano a pensar em todas as coisas que podiam correr mal em vez de me lembrar das coisas que certamente vão correr bem. Sou masoquista e tenho medo de deixar de sentir medo.
01 janeiro 2008
30 dezembro 2007
Típico
26 dezembro 2007
Comparar Desgraças
- Eu não tenho vida e tu tens montes de amigos fixes no mundo todo
- mas tu tens um emprego fixe
- mas tu és magra e gira
- n sejas idiota, tu és alta
- tu acabaste de vir do Rio de Janeiro
- tu vais à Tailândia em Março!
- tu enrolas-te com montes de modelos, eu nem consigo gajos de meias brancas
- oh estúpida, qualquer mulher se enrola com modelos! Eles metem-se com as gajas todas
*em pensamento: só mesmo gajas giras acham isso, nem se apercebem que são mais bonitas que a maioria*
- sim, enrolava-me com um modelo de certeza. Se lhe desse com um pau na cabeça...
(que fique bem claro que o meu interesse não era ter uma relação com um modelo mas sim provar que a minha vida é pior que a dela)
Ainda não saí da adolescência
Mas nem tudo é mau. Na véspera de Natal fui ao café do costume e sentei-me na esplanada em frente ao mar. Quando entrei para pagar ao balcão, encontrei um ex-colega de escola. Já não o via há anos. “Ena! Deve ser Natal!” foi a única coisa que me lembrei de dizer. Blá blá blá...”Vim cá e aproveitei para ir ao dentista” “Realmente, tens a cara inchada. Eu também não tenho tido muita sorte com os dentes e tenho ido ao dentista muitas vezes”. “Eu sei” “Sabes???!!” “Sim, eu leio o teu blog”. Acho que fiquei vermelha. Mas fiquei contente. O meu blog tem o efeito desejado. Comecei a escrevê-lo para que os meus amigos soubessem o que ando a fazer. Às vezes as distâncias tornam-nos perguiçosos e não perdemos o tempo devido a mandar notícias ao amigos que estão mais longe de nós. Aposto que os meus amigos sabem mais sobre a minha vida do que eu sei da deles. Acabamos por nunca escrever e-mails a cada um deles. O meu blog permite-me fazer duas coisas que gosto: escrever e manter o contacto com as pessoas que vou conhecendo ao longo da vida.
Foi engraçado rever este colega de escola e foi bom ver que estava exactamente na mesma. Também ouço o mesmo de mim muitas vezes, normalmente de pessoas que mudaram muito. Lembro-me de andar apaixonada por ele quando eramos adolescentes mas de nunca ter contado a ninguém por que o meu melhor amigo era amigo dele também.
Agora já sabe. Quando era adolescente gostava de ti. Que estúpido, não é?
24 dezembro 2007
23 dezembro 2007
What can I do to stay cheerful amid the Christmas mayhem?
www.independent.co.uk
By Dr Cecilia d'Felice
Published: 23 December 2007
22 dezembro 2007
21 dezembro 2007
Eastern Promises
19 dezembro 2007
Um Objecto, Muitas Memórias
A minha mãe trouxe-me ontem, entre muitas outras coisas, uma panela cor-de-laranja em aço fundido. Disse-me para ter especial atenção a esta dádiva. Vem com valor sentimental agarrado. Era a panela onde a minha mãe, quando estudava em Leiden, cozinhava para as amigas. Deu-ma para que agora pudesse cozinhar para as minhas.
Esta panela faz parte das recordações da minha mãe mas também das minhas. Era onde se faziam pipocas ao sábado à tarde. Polvilhadas com açucar amarelo eram servidas numa tabuleiro redondo grande, na mesa da cozinha. Eu e as minhas irmãs punhamos os joelhos em cima dos bancos e debruçadas para alcançar o centro da mesa, ficavamos com a cara e as mãos lambuzadas e pegajosas...
Já não se fazem panelas assim. Que duram 40 anos de cozinhados e recordações.
Não trago mais garrafas de vinho tinto para jantar
16 dezembro 2007
Metadona
Ele: Escreve que tens um amigo que está apaixonado e isso faz com que ele faça tudo o que não faz normalmente...ou então escreve que ninguem te liga nenhuma
Claudia:Ou que o único que eu quero que me ligue, não liga
Ele: Sim, sim, mas não sejas assim tão óbvia
Claudia: Porquê? Ele não lê o blog...
Ele: Se meteres que ninguem te liga vais ter uma data de gente a ligar-te. É tipo metadona. Não é a droga a sério mas ajuda.
Claudia: :)
12 dezembro 2007
Parental Guidance ou Porque Não Posso ser Mãe

João – Porque é que ainda estás deitada?
Eu – porque estou cansada.
João – vou tirar os sapatos e deito-me ao teu lado...
...
João – Vamos ler um livrinho...
Eu – Hoje não me apetece Joãozinho...
João – anda lá, vamos ler um livrinho...
Tiro o portátil do chão, ligo-o e coloco-o ao lado da almofada. Vou ao site YouTube e procuro “desenhos animados”.
João - (a cantar) Hakuna Batata!! Hakuna Batata!!
Cláudia, abre os olhos! Assim não vês os desenhos animados
Eu – Estou a ver. Estou a ver...
Deitei a cabeça e fechei os olhos outra vez. Tentei descançar ao som de Joana Come a Papa, Rei Leão e Avô Cantigas. Quando estava quase a dormir comecei a ouvir a música do Looney Tunes, a voz do Bugs Bunny, tiros e explosões...
Não tive energia para me mexer e ver se os desenhos animados eram adequados para uma criança de três anos. Ouvia violência a mais. Pensei que a minha irmã não ia achar muita piada ao que eu estava a mostrar ao filho dela. Mas estava tão cansada e mal disposta que decidi continuar a dormir. “Parental Guidance” não pode ser praticado com 3 horas de sono.
09 dezembro 2007
07 dezembro 2007
Livros
Comecei a gostar de ler muito mais tarde do que as minhas irmãs. Só por volta dos 15 ou 16 anos comecei a passar muito tempo com os livros. E só uns anos mais tarde, já bastante mais velha do que elas li o que já tinham lido. Fiquei com pena de o não ter feito antes, quando os livros eram importantes para a minha formação e para a leitura que podia fazer do mundo. Achei que livros como Brave New World, do Aldous Huxley podiam ter tido um impacto muito diferente se os tivese lido mais nova. Numa altura em que precisava de compreender como funciona o mundo.
Comecei a ler livros infantis da Sophia de Melo Breyner, Os Cinco, Uma Aventura, mas seguiu-se um espaço de alguns anos em que não li nada, até voltar a gostar de ler, uns anos mais tarde.
Porque tenho necessidade encontrar explicação para tudo e de arranjar forma de me livrar da culpa do que fiz ou não, sempre expliquei estes anos de escuridão literária com The Wind in the Willows. Como tentativa para me pôr a ler, a minha mãe, preocupada com o meu estado de estupidificação, deu-me este livro. Pensou que me ia cativar mas acabou por me pôr nas mãos um livro entediante que me traumatizou e me tirou a vontade de voltar a ler durante alguns anos.
Nunca mais me esqueci deste livro. Era pesado e chato, tinha a capa dura e gasta nas pontas e cheirava a mofo. Nunca passei dos primeiros capítulos. Foi o culpado do meu atraso literário.
Depois de passar o trauma, o período de recuperação foi longo mas voltei a gostar de ler. Li tudo o que a minha mãe tinha nas estantes. Hoje na Fnac lembrei-me de como vivi sempre com tão pouco. Só aos 25 anos tive dinheiro para comprar os meus livros. Ia à waterstone na Princes Street em Edimburgo e comprava muitos livros. Os que eu queria ler e não os que a minha mãe gostava de ler. Descobri um mundo novo. Livros sobre o que me preocupava ou interessava.
Hoje trouxe para casa um livro do Philip Roth. Para mais uma vez poder esquecer a minha vida aborrecida e viver a vida de um personagem de ficção qualquer.
01 dezembro 2007
Não saber o que sentir
Fiquei sozinha na sala, com as mão debaixo dos joelhos, a olhar para o chão. Não sabia se era normal ter vontade de chorar. Nunca me tinham explicado o que era suposto sentir quando se vai embora alguém de quem gostamos mas que não faz parte da família, e tive vergonha de chorar. Segurei as lágrimas, com um nó na garganta. Quando a minha mãe voltou eu continuei a olhar para o chão porque não fui capaz de mostrar que tinha vontade de chorar. Não sabia o que sentir.
Numa situação bastante diferente, voltei a sentir-me assim hoje. Sem saber o que é suposto sentir. O que sentem os outros na mesma situação. Chorei. Só consegui segurar as lágrimas até chegar à minha secretária. Fechei a porta do escritório e chorei um bocadinho. Esfreguei a testa com a ponta dos dedos, repirei fundo e continuei a trabalhar.
Agora estou em casa sentada na cama a olhar para o chão. Sou adulta, mas continuo a não saber o que sentir.
30 novembro 2007
28 novembro 2007
25 novembro 2007
Ser Feminista
Desconfio sempre destes estudos até porque certamente não será dificil encontrar um outro que prova o contrário. Mas pelo menos é bom saber que há homens que não acham que uma feminista é uma mulher com pelos nas pernas, que detesta homens e que não quer cozinhar nem aspirar a casa. Como muitas vezes pensam que eu sou.
Fico também com medo de ser confundida com uma mulher que lê a Cosmopolitan e que acha que ser feminista é ter uma carreira de sucesso, montes de bens que ela própria adquiriu, um personal trainer, e que pensa que a monogamia é coisa do passado. Tenho receio que pensem que feminismo é imcompativel com amor romântico, com uma vida a dois, muitos filhos e com a vontade de passar as tardes a fazer bolos para a família. O importante é perceber que a vontade de ter amor/filhos/uma relação, ou a vontade de ser “feminina” sem ser objectificada, não é anti-feminista e só nos fará perder poder se acharmos que só o conseguimos se perdermos outras coisas que nos valorizam como pessoas.
Esta descrição da mulher “Cosmopolitan” é a de uma mulher que não percebeu que o feminismo era suposto melhorar a nossa vida e não complicá-la mais. Ser feminista devia começar por entender as diferenças entre os homens e as mulheres e não necessariamente querer igualdade onde talvez não possa existir. As mulheres que pensam assim são as primeiras vitimas da sociedade patriacal que eu gostava que mudasse. Uma sociedade onde se avalia o que alcançamos na vida pelo tamanho do nosso carro, pelo número de quartos do nosso apartamento de luxo e pelo degrau hiérarquico que alcaçamos na empresa onde trabalhamos. E que pensam que as mulheres só são iguais ao homens se quiserem ter uma vida sexual sem ligação amorosa. Ser feminista é acreditar que temos, desde que somos raparigas novas, a capacidade para decidir o que queremos e o que é melhor para nós. Porque a felicidade não é alcançada de igual forma por todos e porque não devia ser apenas a intolerância da comunidade onde vivemos que decide isso por nós.
Eu auto-identifico-me como feminista (e admito a presunção) simplesmente porque acredito que na igualdade de direitos (muito para além daquilo que a legislção poderá fazer neste sentido). Acho que sou feminista porque me interesso por temas como a autonomia das mulheres, com os direitos, liberdades, tolerância, divesidade, violência doméstica, estereótipos, sexualidade, descriminação, sexismo, objectificação, patriarquismo, aborto, reprodução, controlo sobre o corpo, igualdade de salários, prostiuição e igualdade de oportunidades.
Não estou a tentar mudar a opinião de ninguém. Não estou a tentar dizer nem criar nada de novo. Deixo isso para as intelectuais que se debruçam sobre este assunto. Para as escritoras que abordam este tema, ou para as jornalistas ou mulheres na política. Eu não sou nada disto, sou uma pessoa normal com um emprego normal e uma vida normal, que não luta para mudar o que quer que seja. Mas tenho uma opinião. E esta é a minha.
24 novembro 2007
Retro Feminism


-“Eu sou o homem desta casa, por isso, a partir de amanhã, eu quero que tenhas pronta uma refeição quente e deliciosa para mim, no segundo em que eu entro por aquela porta...
Depois, enquanto vejo TV e relaxo no sofá, vais trazer-me os chinelos e depois preparas-me um banho. E quando eu tiver acabado de tomar banho, adivinha quem me vai vestir e pentear o meu cabelo?
- “O agente funerário.”
22 novembro 2007
Uma Repetida Para o Natal Que se Aproxima
21 novembro 2007
De volta
Sentei-me num banco alto na “barra” da Taverna de La Reina” e comi as melhores tapas de sempre. De uma vitrina ia tirando o que me apetecia comer e iam-me servindo cervejas em copos pequenos. No fim contavam-se os palitos que ficavam no prato e pagava-se a conta. Fui ainda comer churros com chocolate quente na esplanada de uma praça antiga.
20 de Novembro é o aniversário da morte de Franco. Uma manifestação dos ultras fazia-se ouvir, com tambores e palavras de ordem. Descemos juntos pela Calle de La Paz até eu chegar ao hotel.
Sentei-me no bar e bebi mais uma cerveja. Quando estou feliz é mais fácil deitar a cabeça na almofada. Fui dormir.
Agora estou de volta a Espinho. Decidi alugar a casa isolada que fui ver há umas semanas atrás. Descobri que gosto de estar sozinha. É assim que me sinto melhor e há pessoas que não foram feitas para estar no meio de outras.
20 novembro 2007
19 novembro 2007
Férias Em Época Baixa
18 novembro 2007
Valencia
Estou no bar do hostel onde decidi ficar. Tem internet muito barata. Um ponto a favor. A mobilia e da ikea. Um ponto a desfavor. Devo ser o hóspede mais velho. Um ponto a desfavor. Divido o quarto com mais 7 meninas e fiquei com a cama de cima. Muitos pontos a desfavor. AS coisas estupidas que me lembro de fazer...já nao tenho idade para isto.
Nem paciencia para escrever com um teclado com mais de metade das letras apagadas pelo uso.
Mas como vim só para arejar as ideias, vao ser uns dias agradáveis. Nem que para isso tenha que beber muita cerveja e comer muitas tapas.
Uma noite nesta pousada certamente me vai dar ideias para crónicas. Volto amanha.
15 novembro 2007
Escrever sobre nada
13 novembro 2007
07 novembro 2007
O meu retrato por John Kenn Mortensen
John Kenn Mortensen, um dinamarquês que realizou o filme Fishing With Spinoza, exibido no Cinanima - Festival Internacional de Cinema de Animação de Espinho, viu-me por lá hoje e decidiu fazer o meu retrato. Eu hoje acordei a sentir-me assim. Deve ser porque estou constipada, barriguda e a precisar de aparelho nos dentes.Espinafres
03 novembro 2007
Conversas Matinais
Claudia diz: vais onde? eu queria uma meia de leite e uma torrada
S diz: queres bire? anda comigo
Claudia diz: opá, ainda não tomei banho... e tou toda remelosa
S diz: e? ...eu também nao tomei. Lavei a cara...
Claudia diz: e???? experimenta trabalhar num restaurante treze horas, chegar a casa, ir para a cama sem tomar banho e dormir doze horas com dois edredons
S diz: tu ÉS TAO EXAGERAQDA. SABES DISSO NAO SABES?
Claudia diz: EU CHEIRO A BATATA FRITA!
S diz: O BOMBAR É AO AR LIVRE!
Claudia diz: NÃO INTERESSA! CHEIRO A BATATA FRITA AO AR LIVRE!
S diz: VOU SAIR
Claudia diz: CIAO!
S diz: SE FOSSES RAPIDA IA TE BUSCAR
Claudia diz: VOU TOMAR BANHO
S diz: te foda! parece uma velha. sempre ah e tal, tenho q fazer isto e isto e isto...grrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr
Claudia diz: Pareço uma velha PORQUE GOSTO DE TOMAR BANHO?
01 novembro 2007
30 outubro 2007
Sorriso Metálico Só Para o Ano
800 euros é o orçamento para este ano. Depois há mais.
Desde que signifique que a partir de agora consiga dormir de noite sem dores...e desde que consiga esquecer a quantidade de coisas que vou ter que deixar de fazer...
28 outubro 2007
A Minha Galinha Teresa
Era uma pintainho para cada uma das irmãs. Demos-lhes nomes, demos-lhes couves de comer e vimos crescer os três pintos até se transformarem numas galinhas muito feias. Para além de um peixe vermelho que se chamava Soares (porque era fish), aquela galinha foi o único animal de estimação que eu tive.
Quando ficou velhinha demais para dar ovos, a minha avó meteu-a numa panela, com o intuíto de dar de comer aos meus primos todos, num dia de festa qualquer.
“Olha Claudinha, a tua galinha está tão velha e dura que tenho de a cozer nesta panela durante seis horas!” Eu espreitei para dentro da panela, cheia de água a ferver, onde bolhas de gordura boiavam, e vi a minha galinha depenada, a cozinhar para ficar tenrinha.
Lembro-me de a comer sem o mínimo sentimento de culpa. Não sei se me soube bem, não me recordo. Mas comer o meu animal de estimação, naquela altura, pareceu-me a coisa mais normal do mundo.
27 outubro 2007
26 outubro 2007
Sexta-Feira às compras
25 outubro 2007
Quinta-Feira à Tarde
(uma senhora cabisbaixa e um outra reconfortando-a, colocando-lhe a mão no ombro)
- Oh Mulher! Não digas isso que Deus não gosta!!
- Precisamos de um homem com boas pernas!
- O Aurélio...
- O Aurélio tem pernas jeitosas?
- Não sei, sempre que o vi, estava de calças.
(enquanto varria o chão)
-(*suspiro comprido*) Ai! Nunca mais morremos!
Na baixa do Porto só ficaram as velhotas que já lá moram há muitos anos. As ruas estão cheias de gente que lá pertence. O resto são estudantes a ver montras, parolos do Porto a caminho de algum lado, pedintes e drogados com ar esgazeado. Passeei-me no meio deles como se não estivesse lá, pelas montras das lojas de miudezas, das sapatarias, mercearias, vestidos de noiva e vendedores de castanhas.
São estas coisas que me lembram a Baixa do Porto. Que fantástico sería se pudesse lá morar. Num prédio de fachada imunda, numa rua mal estimada qualquer.
Citações para quando não sei o que escrever
Michel Houellebecq - Plateforme
23 outubro 2007
22 outubro 2007
Porque é que eu não gosto de férias?
Ter que acordar e inventar qualquer coisa para fazer. Pelo menos quando não estou de férias sei que de manhã tenho que tomar banho, vestir-me e meter-me no carro para ir trabalhar.Ter tempo demais para pensar em coisas inúteis e ficar deprimida. Pelo menos quando tenho que trabalhar, penso em trabalho e acabo o dia tão cansada que não tenho tempo para deprimir.
Ter que gastar dinheiro para me entreter. Pelo menos quando tenho que trabalhar não gasto, ganho.
Ter que me lembrar de carregar o telemóvel porque me podem telefonar do trabalho. Pelo menos quando estou a trabalhar, não me ligam do trabalho porque…eu estou lá.
Ter que fazer as coisas que não fazemos quando estamos a trabalhar porque não temos tempo, como por exemplo, lavar o carro. Pelo menos quando tenho que trabalhar, tenho uma desculpa para ter o carro nojento.
Ter que responder à pergunta “Estás a gostar das férias?” e (a) ter que mentir ou (b) dizer que não gosto de férias e que preferia estar a trabalhar e correr o risco de parecer doida. Pelo menos quando estou a trabalhar e me perguntam “Estás a gostar do trabalho?” eu posso responder (a) Estou a gostar ou (b) Quem me dera estar de férias, e qualquer uma destas respostas parece normal à maioria das pessoas.
21 outubro 2007
20 outubro 2007
Pimenta na boca dos outros, para mim é refresco
Acabo sempre por me sentir amoral por tentar procurar alguém para me fazer companhia. Admitir que não estamos bem assim não nos fica bem. Temos que procurar contentamento nos amigos, no trabalho, nas aulas do ginásio ou de pintura ou de fotografia. Uma mulher actual não se sente sozinha mas sim realizada. São as mulheres independentes. Não querer estar sozinha é fraqueza. Andamos tantos anos a tentar provar que não precisávamos de casar e ter filhos para sermos felizes portanto não se pode admitir esta grande fraqueza. Ainda por cima, são poucos os homens que querem o mesmo.
Já aprendi há muito tempo que não posso deixar de fazer o que gosto por falta de companhia. Viajo, vou ao cinema, faço compras e tomo todas as decisões sozinha. E faço-o muito bem.
Acabei por entrar num estilo de vida que não foi o que a minha educação me ensinou. Gosto de sair à noite, de beber até ficar levezinha, gosto que alguém me convide para jantar sem querer conhecer a minha família e gosto de ter alguém que me aqueça os pés à noite. Mesmo que seja só aquela noite porque mais sei que não vou ter.
Tenho a certeza que não sou a única mulher confusa com o que é esperado de nós. Mas acho que os homens também andam desorientados. Esqueceram-se de lhes explicar as consequências de se passar uma noite com uma mulher. Ou pelo menos esqueceram-se de lhes ensinar como lidar com a situação de forma correcta. Abandonam-se os filhos, espalham-se doenças e causam-se mossas emocionais. Também não foram avisados que nem todas as mulheres querem casar depois de uma noite de sexo. Mas uma palavra simpática no dia seguinte fica sempre bem. E depois disto tenho vontade de pedir a alguém que tenha escrito algo como “Boas Maneiras à Mesa” para escrever “Boas Maneiras nas Relações de Curta Duração”. Parece-me ser uma necessidade dos dias que correm.
Também ainda tenho esperança de um dia conhecer um homem que tenha a coragem de assumir as consequências de ter partilhado, de forma irreflectida, intimidade com uma mulher apaixonada. É sempre mais fácil ignorar, porque a dor dos outros não nos perturba. Pimenta na boca dos outros, para mim é refresco.
19 outubro 2007
Algo Estranho se Passa no Reino Claudipédia
O Fenómeno do Bule de Chá nos Cafés de Portugal
Raramente bebo café e quando me sento numa esplanada, peço um chá para acompanhar a leitura. Normalmente são chás de má qualidade, nada que se compare a um Twinings ou Jackson´s of Picadilly. Mas um Tetley, quando tem que ser, ainda se tolera.
O que não se tolera são aqueles frasquinhos metálicos onde nos trazem uma quantidade mínima de água quente e que sempre, mas sempre, entornam o chá por todo o lado. Tento com a tampa aberta, com a tampa fechada, com o bule mais cheio ou menos cheio, mas metade da água vai para cima da mesa, ou do pires, ou do livro que estou a ler.
Os bules não são todos iguais. São semelhantes mas nota-se que vêm de fornecedores diferentes. Todos partilham esta característica de falta de funcionalidade. Será que os fabricantes de bules para chá dos cafés de Portugal competem para ver quem produz o mais disfuncional bule de todos? Não consigo perceber este fenómeno e parece-me que estou destinada a sair dos cafés (que gosto tanto de frequentar), com pingas de chá nos sapatos e de ficar com marcas castanhas nas páginas dos livros.
Apelo a todos os donos de cafés para visitarem este site e abandonem o mau design para sempre. Obrigada.
18 outubro 2007
Novo Look
Acabei por me divertir umas horitas para conseguir pôr o meu diário virtual com este ar de esperança. Gosto muito de dourado e gosto muito dos quadros do Rembrant.
Hoje já me sinto mais animada. Já decidi qual o laptop que vou comprar, já consultei o saldo bancário e amanhã vou à loja de informática e trago um amigo novo para casa.
Esta tarde estive a fazer um orçamento para mobilar a casa nova (que ainda não tenho mas que hei-de conseguir) e já me doi o bolso. Por outro lado, é óptima a sensação de poder comprar todas estas coisas apenas com o que foi ganho com o suor do meu rosto.
Ter vontades de adulto sai caro e implica fazer alguns sacrifícios. Mas às vezes sabe bem.
Asneira parte II
Vou começar com a ida ao cabeleireiro. Até já.
17 outubro 2007
Asneira!
15 outubro 2007
Cinzento Escuro
Eu - Obrigada. Já tem pelo menos um ano. Foi tirada num dia em q estava feliz
Ele - Pareces, embora não dê para ver muito bem, mas pareces.
Ele - Anyway, hapiness is overrated
14 outubro 2007
12 outubro 2007
Sensação de vazio
Apeteceu-me partilhar isto com vocês
Que vergonha!!!!!!!!!!!!!!!!!! Esqueci-me de pagar!!!!!!!!!!!!!!
Uns metros depois apercebi-me do que tinha feito. Parei o carro numa rua qualquer e fui a correr para pagar a dívida. Já estava o segurança a tratar da ocorrência.
Se não tivesse já saído de tantos cafés sem pagar a conta até ficava admirada. Numa bomba de gasolina foi a primeira vez...
11 outubro 2007
F****** pá! Tou com uma neura!Já falhei a um dos testes!
10 outubro 2007
09 outubro 2007
lover, you should've come over
05 outubro 2007
ÂME DJSET - Kristian Beyer (31 - Foz do Porto)
Saí de casa a sentir-me levezinha, passei uma noite levezinha e acordei levezinha. Agora vou à Fundação de Serralves beber um chá. É preciso aproveitar os poucos momentos que estou de bem com a vida.
04 outubro 2007
Cartas de Amor
02 outubro 2007
Ética Prática
Costumo usar como marcador de livro qualquer papel que encontre no local onde estou a ler. Costumam ser bilhetes de comboio, de concertos, cinema, museus ou panfletos que estão pousados nos balcões dos cafés.Desisti de ler “A Casa Verde” que me aborrecia imenso e deixei a página 114 marcada com um bilhete do metro de Lisboa com a intenção de retomar a leitura que já se arrastava há semanas, para quando tiver mais paciência para tarefas árduas. A substituição foi feita ontem pelo livro do Peter Singer “Ética Prática”. Mais uma vez, e por coincidência, deixei a página 114 deste livro marcada para retomar a leitura hoje, porque me sinto apta para leituras filosóficas ligeiras. Usei como marcador uma folha de papel higiénico.
01 outubro 2007
Actualização Dentária
Mais actualizações no dia 29, data da próxima consulta, para o diagnóstico final.
Até me sinto outra...mais levezinha de preocupações.

















