25 janeiro 2008

Auto-Estima

Lembro-me de quando tinha dez anos e, sempre que algo se passava no mundo dos adultos que eu não compreendia, de me sentar num canto do meu quarto entalada entre a parede e o armário. Ficava à espera que passasse, com a esperança que alguém me viesse explicar o que estava a acontecer. Mas nunca veio ninguém.
Às vezes ainda sinto que estou enfiada nesse canto, às escuras, com os olhos fechados, a tentar perceber o que devo fazer para os conseguir abrir. Agora já sei não é suposto vir alguém.

1 comentário:

Bruno Ramalho disse...

ricas prendas para o dia dos namorados tinhas tu ali!!! LOL ;DD