A estação do Cais do Sodré pareceu-me o local ideal para começar um capítulo cor-de-rosa.Entro sozinha no comboio para Cascais. Estou a precisar de apanhar sol mas ainda não sei onde vou sair.
Há dois dias atrás meti na mala o bikini, um vestido verde porque me iam levar a jantar fora e a toalha da praia para ir passar o feriado à Ericeira. Esta roupa afinal não vai sequer sair da mala.
Acordei de manhã sozinha, com quatro dias solitários para preencher em Lisboa. Sempre fiz tudo sozinha mas desta vez custa mais sair de casa para almoçar na praia. Passei a noite passada a lembrar o que podia estar a fazer e o restaurante onde devia ter jantado. Vou almoçar a Cascais a pensar no carro onde devia estar a ir para a Ericeira.
É assim a vida de personagem de literatura cor-de-rosa. Escolhemos mal a companhia e acabamos sempre sozinhas.
Agora estou a pensar no vestido verde que nunca vai ser usado. Não vai haver lugar para ele no último capítulo. Porque os meus romances cor-de-rosa acabam semrpe mal.
2 comentários:
Muitos outros jantares (par ou grupo) haverão onde podem utilizar esse vestido verde.
Como tu própria sabias ao inicio, cor-de-rosa é um estado passageiro (tal como a estadia em Lx)
Faço minhas as palavras do sábio orador anterior.
Enviar um comentário