27 abril 2007

Plágio

Para o viajante que chega de Comboio a Lisboa, vista pela janela, a cidade abre-se como uma visão decadente e escura, sobressaindo contra o azul do céu, que a luz do fim-do-dia e as nuvens entristecem.
As casas velhas e por pintar, os armazéns à beira-rio, e as ruas desordenadas, encavalitam-se por baixo da grandiosidade dos edifícios histórico.
Homens encostados à parede bebem cervejas à porta das tascas. À conversa esperam que chegue a hora de recolher a casa, onde o jantar anuncia o fim do dia de descanço. Amanhã é dia de trabalho. E eu digo-lhes adeus através do vidro. Amanhã também vou trabalhar.
Comecei a ler um livro sobre escrita criativa. Apesar de saber que os livros não são santos milagreiros, tenho esperança de aprender qualquer coisa.
Este texto não é plágio, é apenas um exercício do livro, uma adaptação minha de um texto do Fernando Pessoa.
Amanhã transcrevo o original.

1 comentário:

Anónimo disse...

Quando li 'plágio' e depois li rapidamente Lisboa, comboio, janela, achei que o texto era sobre o livro "Equador", do Miguel Sousa Tavares (que "sofreu" rumores de plágio). Depois parei e li melhor! :)

Boas escritas!