05 abril 2007

Os homens da minha vida

Gosto muito dos homens da minha vida e queria falar-vos sobre eles. São homens que se cruzaram por mim por acaso, nalgum momento da minha vida. Alguns ainda eram rapazes quando os conheci. Não fazem ideia que os considero como os homens da minha vida. Nunca lhes disse e nunca fomos mais do que amigos. E muitas vezes nem sequer muito próximos. Mas secretamente desejo que um dia casem comigo e desejo ser mãe dos filhos deles. Para poder replicar tudo de bom que vejo neles. De forma muito lírica, esqueço-me que na realidade não devia considerá-los meus, porque só podemos chamar nossos àqueles que por vontade própria, querem ser nossa pertença.

Têm todos em comum o facto de estarem bem longe de mim, o que reforça ainda mais o lirismo deste conceito. Estão longe, sei muito pouco sobre eles, são interessantes, aparentemente diferentes da maioria e nunca me considerariam como mulher da vida deles. Mas é suficiente que me dêem atenção mesmo que seja esporadicamente.

No topo da lista está alguém que conheci há muitos anos e que sei que nunca mais vou esquecer. Uma vez por ano recebo um telefonema dele e durante uma semana carrego um sorriso na cara que nenhuma situação, por mais adversa, consegue eliminar. É importante saber que ainda se lembram de mim. Gosto de saber que mesmo estando mais velhos, diferentes e a viver numa parte do mundo a que não tenho acesso fácil, continuam a ser os homens da minha vida. Gosto de saber que gente assim existe e que de cinco em cinco anos há uma grande probabilidade de eu conhecer mais um.

Pergunto-me por vezes se sabem quantas vezes preencheram os meus sonhos.

Sem comentários: