04 fevereiro 2007

Crónica Fim-de-semana Terapêutico

Sexta-feira ao fim da tarde convenci-me que ia ter um fim-de-semana horrível. Estava já de mala feita para ir até à capital, quando foi tudo cancelado. Era a terceira vez que me sentia rejeitada no espaço de um mês e meio e fiquei mesmo mal-humorada.

Decidi que não ia ficar em casa a matutar nas coisas todas que correm mal na minha vida. Acabei por ter um dos melhores fins-de-semana desde que regressei a Portugal. Mesmo tendo passado a maior parte do tempo a dormir para curar as dores de cabeça.

Na sexta-feira fui jantar à minha pizzaria preferida com a minha irmã. Telefonei a uma amiga para lhe perguntar se queria ir comigo ao Porto. Vimos uma peça de teatro e depois encontramo-nos com outra amiga. Bebemos muito gin, pusemos a conversa em dia, fomos assediadas por homens de meia-idade, gozamos com homens de meia-idade… (e depois lembrei-me porque é que sou tão pouco boémia!). Quando, às cinco da manhã, chegamos à porta de minha casa, a minha amiga disse que não conseguia conduzir mais. Fiz-lhe um cházinho e umas torradinhas e dei-lhe o meu pijama às risquinhas azuis, cor-de-rosa e cor-de-laranja.

No sábado acordei às duas da tarde e na cozinha tinha uma mensagem em cima da mesa. Qualquer coisa do género. “Não consegui tirar o pijama e fui para casa com ele vestido. Dou-to amanhã depois de o lavar. Obrigada por seres minha amiga. E não te esqueças, a rejeição não existe. Beijinhos. A.”

Sábado à noite fui a uma festa em casa dela. Por volta da meia-noite, estavamos só três nos sofás. E eu achei que também tinha que ir embora. Um amigo da minha amiga pediu para ir atrás do meu carro, porque não sabia o caminho de volta. Quando estava quase a chegar a casa, tive que parar num semáforo. E alguém bate com os nós dos dedos no vidro do meu carro. Era o amigo da minha amiga que até por coincidência é irmão de um amigo meu (ufa!). Saiu do carro para me perguntar se queria ir beber uma cerveja a casa do irmão dele. Fiquei na conversa até às 3 da manhã, mas recusei a cerveja. No final da noite, ele pediu-me o meu número de telefone!
No domingo a minha melhor amiga veio a Espinho e estivemos na conversa e a olhar para a filhota dela a dormir. Acabei de chegar do cinema. Fui ver The Departed e gostei imenso.

Que fim-de-semana fantástico. Deve ser porque fiz muitas das coisas que gosto e porque perdi a conta ao número de vezes que a palavra "amiga" pode ser usada para o descrever.

Agora vou-me deitar e tentar lembrar-me da última vez que alguém me pediu o meu número de telefone.

2 comentários:

Anónimo disse...

De facto so foi pena ela estar a dormir. Ainda demorou um bocado acordar. Pronto eu sou a Mãe, mas ela esta tão linda........

disse...

:)
Os melhores fins de semana são os improvisados...daqueles que nos da na gana, em que rejeitamos ficar em casa a romoer o que está mal...
beijos