O ano passado consegui bilhetes para a sessão de abertura do Festival de Cinema de Edimburgo e para a festa oficial do festival. Gosto muito destes eventos porque o celebrity spotting é o meu passatempo preferido (estiveram lá a Emily Watson e o Gabriel Byrne. Mais não me lembro). O dia seguinte foi duro e pela primeira (e única) vez na vida tive que telefonar para o trabalho a avisar que me ia atrasar porque a ressaca era violenta demais para conseguir sair da cama. Ir a festas com bebidas a circular livremente, num dia de semana, é má ideia. Mas como foi a minha chefe a dar-me os bilhetes, considerei que a culpa era dela!Este ano não consegui bilhetes para a abertura do Fantasporto, mas consegui para o encerramento. Consegui um bilhete rejeitado por alguém cinco minutos antes da sessão começar. Estava lá o Ruy de Carvalho, a Rosana Arquette, o miúdo do ET que já não é miúdo nenhum, e muitos estrangeiros a aceitar prémios com discursos em português macarrónico. Incluindo um grego que pediu desculpa pela Grécia ter ganho o Euro 2004. E claro o Mário Dorminsky a cascar no presidente da câmara do Porto, no ICAM e a queixar-se da falta de apoio ao evento cultural do Porto com maior visibilidade no estrangeiro. Gostei. Foi mais divertido do que o filme que mostraram depois – The Fountain. Aborreci-me e talvez não tenha ajudado estar muito desconfortável na segunda fila. Ainda me dói o pescoço.
O cartaz do Isabella é só porque gostei muito do filme.
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