Ando a tentar decidir se hei-de escrever uma crónica sobre o André.
Se calhar devia. O André foi meu “amigo” durante dois anos e nunca ninguém soube. A não ser as minhas colegas de casa de Coimbra, que o viram entrar e sair muitas vezes.
Eu acho que só se conta o que é importante contar.
Não o vejo há seis anos e combinei ir jantar com ele na próxima semana.
Se calhar devia. O André foi meu “amigo” durante dois anos e nunca ninguém soube. A não ser as minhas colegas de casa de Coimbra, que o viram entrar e sair muitas vezes.
Eu acho que só se conta o que é importante contar.
Não o vejo há seis anos e combinei ir jantar com ele na próxima semana.
Tenho medo que ache que estou gorda, velha e chata. Tenho medo que as recordações boas que tenho dele deixem de existir. Afinal o André foi o único que não me desiludiu. E se me desiludir agora? E se a imagem que tenho do único rapaz que foi bonzinho para mim, deixar de fazer sentido.
E se eu cancelar o jantar?
1 comentário:
É impressionantes as barbaridades que começamos a sentir depois dos trinta..
Será que me vai achar gorda, ou chato e quase careca...
Se nos acharem gordos e chatos e quase carecas é porque na realidade não servem e pronto.
Mas no fundo no fundo não acham.
Agora, cuidado com as viagens no tempo. Podem criar muita confusão.
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