Fui prendada à concepção ou durante a gestação, seja lá qual for a altura em que estas características físicas são determinadas, com umas extremidades enormes. Uns pés e umas mãos desproporcionais à minha altura.
Desde a adolescência que tenho problemas em arranjar cobertura para os pés. Quando terminei a licenciatura e tive que ir à primeira entrevista de emprego telefonei de Coimbra, em pânico, à minha mãe – “Tenho uma entrevista para a semana e não tenho nada para vestir!!!”
Não tinha nada para vestir nem para calçar, obviamente. Nesse fim-de-semana fui ao Porto e consegui, numa sapataria chamada Via Nova, comprar um par de sapatos. Dos poucos que tinha possuído até à data.
Este meu problema foi sempre remendado com umas Nike pretas. Era uma solução muito simples. Comprava sempre um modelo preto de sapatilhas Nike. E quando chegavam ao fim da vida, cambadas e com buracos nas solas, era ir à loja e comprar outras, do mesmo tamanho e da mesma cor.
Foi assim que até hoje calcei os meus pés. Aliás, até à semana passada, quando descobri que a Nike deixou de vender, em Portugal, sapatilhas para mulher tamanho 7 (medida UK).
É o fim da minha existência como a tenho conhecido.
Se não fosse o frio e o dress code do meu local de trabalho, calçava havainas cor-de-rosa todos os dias. Felizmente tenho férias marcadas para daqui a dois meses. Vai ser uma mala vazia para lá e uma mala cheia (de sapatos) para cá.
E é assim que as raparigas que saem fora das medidas standard se amanham – além fronteiras.
Desde a adolescência que tenho problemas em arranjar cobertura para os pés. Quando terminei a licenciatura e tive que ir à primeira entrevista de emprego telefonei de Coimbra, em pânico, à minha mãe – “Tenho uma entrevista para a semana e não tenho nada para vestir!!!”
Não tinha nada para vestir nem para calçar, obviamente. Nesse fim-de-semana fui ao Porto e consegui, numa sapataria chamada Via Nova, comprar um par de sapatos. Dos poucos que tinha possuído até à data.
Este meu problema foi sempre remendado com umas Nike pretas. Era uma solução muito simples. Comprava sempre um modelo preto de sapatilhas Nike. E quando chegavam ao fim da vida, cambadas e com buracos nas solas, era ir à loja e comprar outras, do mesmo tamanho e da mesma cor.
Foi assim que até hoje calcei os meus pés. Aliás, até à semana passada, quando descobri que a Nike deixou de vender, em Portugal, sapatilhas para mulher tamanho 7 (medida UK).
É o fim da minha existência como a tenho conhecido.
Se não fosse o frio e o dress code do meu local de trabalho, calçava havainas cor-de-rosa todos os dias. Felizmente tenho férias marcadas para daqui a dois meses. Vai ser uma mala vazia para lá e uma mala cheia (de sapatos) para cá.
E é assim que as raparigas que saem fora das medidas standard se amanham – além fronteiras.
5 comentários:
Para além dos planos de sítios a visitar, as minhas viagens para fora de Portugal incluem sempre uma actualização do stock de calçado. E não só...
Quando os meus sapatos começam a precisar de reforma, eu passo a olhar obsessivamente para os pés das outras pessoas. Que sorte, penso eu. Mas, mesmo podendo escolher à vontade, vejo tantas coisas feiosas. :)
Hehe...
A mim ofereceram-me uma cabeça gigantesca, que levou a minha mãe a loucura na noite do meu nascimento.
Mas com a cabeça não se veste, acho que nunca vivi esse drama.
Seja como for eu sou um seguidor da Camper, passo a publicidade, pelo que tenho a certeza que eles terão a solução para o teu problema.
Caro Alcebiades,
Os sapatos da Camper também são dos meus preferidos, mas em Portugal é muito dificil terem o meu tamanho (camper calço 42!!).
Cabeça gigantesca?? Eh eh! PArece-me exagero!
Em vez de "As Cabeças Trocadas" nós temos os pés trocados. Para os meus 180cm tenho uns pezinhos de chinesa! Mas calçados...
Eu calço 45 mas, se calahar por ser homem, não tenho problemas em encontrar sapatos. Mas caramba, 42 também não é assim tanto... ;)
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