25 setembro 2007

Um Moleskine não é para ser deixado em branco

“[O Moleskine] é um pequeno caderno com capa negra que levo comigo para todo o lado, no qual escrevo os meus anseios, os meus pensamentos, dúvidas e questões do dia-a-dia. E também pequenos artigos, capítulos de romances, receitas, declarações de intenção e compromissos de que geralmente me esqueço. Numa breve cerimónia de adeus antes de iniciar um novo, releio o que escrevi e percebo que não perdi a capacidade de assombro. Relê-lo é como que um rebobinar da minha vida e vê-la, fugazmente, fotograma a fotograma.”

Luís Sepulveda, escritor [Ovalle, Chile, 1949]

Um Moleskine não é para ser deixado em branco, esquecido em cima de um banco qualquer no quarto-de-banho.

4 comentários:

Ivar C disse...

ena...

Cláudia disse...

ena o quê?

Anónimo disse...

Adoro Sepúlveda, e reler este texto fez-me sorrir. :)))
No entanto será que denoto aqui uma utilização do mesmo, em forma de "ligeiro" ataque, como quem não quer a coisa? :))))
Joaninha

Cláudia disse...

não foi como quem não quer a coisa, foi mesmo porque quis a coisa...

:)

E os textos dos outros são mesmo para serem usados da forma como nos convém.