30 novembro 2006

Sons Em Transito - Teatro Aveirense


Quando morava em Edimburgo era frequentadora assídua dos concertos de World Music do Usher Hall. Era também uma forma de matar saudades da terra, porque inserido no programa fui ver a Mariza, a Cesária Évora e os Madredeus.

Quando me convidaram para ir a Aveiro a um festival de música do mundo não fui capaz de resistir. Mesmo sabendo que havia a possibilidade de, no dia seguinte, ir cheia de sono para o trabalho.

Fui ver Cristobal Repetto (Argentina) e Ludovico Einaudi & Ballake Sissoko (Itália/Mali).

O Repetto é um rapazito novo com ar de janado, um fato cinzento dois tamanhos acima, cara de anjo que precisa de tomar banho e cortar o cabelo. Tentava dar um ar de homem experiente, mas com aquela cara de puto, não enganava ninguém. O concerto foi fantástico. Tinha uma voz maravilhosa e um Espanhol do sul da América muito enrolado e doce. Cantou uns tangos antiguinhos acompanhados por histórias que nos contavam de onde vinham. Tangos dos pueblos chiquititos do distrito de Buenos Aires.

O segundo acto pareceu-me um concerto de Michael Nyman Meets Africa for the original soudtrack “It´s Like Dying A Slow Death”. Mas recebeu muitos aplausos. Ainda bem que não gostamos todos do mesmo.

E acho que acabei de descobrir um talento. Que bem que iam ficar as minhas críticas musicais num jornal de grande tiragem!

2 comentários:

Anónimo disse...

diz-se que a inveja é uma coisa muito feia. pois não quero saber! fiz de tudo para ir a esse festival e não consegui. Uma pena, vejo que valeria a pena.

Anónimo disse...

E andava eu numa pesquisa de "críticas" ao sons em transito 2006 e eis que me deparo com este "post".

Aqui fica registada a minha opinião: Fantástico é a palavra adequada para descrever a actuação da banda francesa "Lo'Jo".

Mas, digno de registo, foi o comportamento do publico nesse concerto (para mim, o melhor do festival): a certa altura, o publico, correu desesperadamente para a porta de saida...

Foi interessante observar o comportamento do publico. Pareceu-me incomodado com a profundidade daquela musica.
Com a frieza da mensagem.

Canções como Bonjour ignorance, Grand Voyage, A côte du Paradis são de tal modo cortantes que não deixaram ninguém indiferente.

Ah como nós somos portugueses... Quando nos tocam... quando nos descobrem... não admitimos.. não admitimos...

E por fim, de saudar os preços fantásticos que a organização practicou este ano! Sem duvida, de louvar!