
Quando morava em Edimburgo era frequentadora assídua dos concertos de World Music do Usher Hall. Era também uma forma de matar saudades da terra, porque inserido no programa fui ver a Mariza, a Cesária Évora e os Madredeus.
Quando me convidaram para ir a Aveiro a um festival de música do mundo não fui capaz de resistir. Mesmo sabendo que havia a possibilidade de, no dia seguinte, ir cheia de sono para o trabalho.
Fui ver Cristobal Repetto (Argentina) e Ludovico Einaudi & Ballake Sissoko (Itália/Mali).
O Repetto é um rapazito novo com ar de janado, um fato cinzento dois tamanhos acima, cara de anjo que precisa de tomar banho e cortar o cabelo. Tentava dar um ar de homem experiente, mas com aquela cara de puto, não enganava ninguém. O concerto foi fantástico. Tinha uma voz maravilhosa e um Espanhol do sul da América muito enrolado e doce. Cantou uns tangos antiguinhos acompanhados por histórias que nos contavam de onde vinham. Tangos dos pueblos chiquititos do distrito de Buenos Aires.
O segundo acto pareceu-me um concerto de Michael Nyman Meets Africa for the original soudtrack “It´s Like Dying A Slow Death”. Mas recebeu muitos aplausos. Ainda bem que não gostamos todos do mesmo.
E acho que acabei de descobrir um talento. Que bem que iam ficar as minhas críticas musicais num jornal de grande tiragem!
Quando me convidaram para ir a Aveiro a um festival de música do mundo não fui capaz de resistir. Mesmo sabendo que havia a possibilidade de, no dia seguinte, ir cheia de sono para o trabalho.
Fui ver Cristobal Repetto (Argentina) e Ludovico Einaudi & Ballake Sissoko (Itália/Mali).
O Repetto é um rapazito novo com ar de janado, um fato cinzento dois tamanhos acima, cara de anjo que precisa de tomar banho e cortar o cabelo. Tentava dar um ar de homem experiente, mas com aquela cara de puto, não enganava ninguém. O concerto foi fantástico. Tinha uma voz maravilhosa e um Espanhol do sul da América muito enrolado e doce. Cantou uns tangos antiguinhos acompanhados por histórias que nos contavam de onde vinham. Tangos dos pueblos chiquititos do distrito de Buenos Aires.
O segundo acto pareceu-me um concerto de Michael Nyman Meets Africa for the original soudtrack “It´s Like Dying A Slow Death”. Mas recebeu muitos aplausos. Ainda bem que não gostamos todos do mesmo.
E acho que acabei de descobrir um talento. Que bem que iam ficar as minhas críticas musicais num jornal de grande tiragem!
2 comentários:
diz-se que a inveja é uma coisa muito feia. pois não quero saber! fiz de tudo para ir a esse festival e não consegui. Uma pena, vejo que valeria a pena.
E andava eu numa pesquisa de "críticas" ao sons em transito 2006 e eis que me deparo com este "post".
Aqui fica registada a minha opinião: Fantástico é a palavra adequada para descrever a actuação da banda francesa "Lo'Jo".
Mas, digno de registo, foi o comportamento do publico nesse concerto (para mim, o melhor do festival): a certa altura, o publico, correu desesperadamente para a porta de saida...
Foi interessante observar o comportamento do publico. Pareceu-me incomodado com a profundidade daquela musica.
Com a frieza da mensagem.
Canções como Bonjour ignorance, Grand Voyage, A côte du Paradis são de tal modo cortantes que não deixaram ninguém indiferente.
Ah como nós somos portugueses... Quando nos tocam... quando nos descobrem... não admitimos.. não admitimos...
E por fim, de saudar os preços fantásticos que a organização practicou este ano! Sem duvida, de louvar!
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