Ser introvertida é uma grande desvantagem e não me interessa o que me possam dizer para tentar provar o contrário. Mas se em vez de desperdiçar a minha energia para tentar mudar, a tivesse usado para aproveitar as vantagens de ser o que sou, passavam melhor as noites, era mais feliz (trazia mais felicidade aos outros) e desperdiçava menos tempo a ver imperfeições.
Porque se afinal, aquilo de que me orgulho mais em mim, é o que me define como introvertida e se gostando de mim os outros gostam mais de mim também, não interessa nada ser extrovertida ou introvertido.
É tão óbvio que custa a acreditar o tempo imenso que me demorou a perceber.
Felizmente tenho livros para ler, filmes do Woody Allen para ver, o silêncio para me responder, e muita gente à minha volta que em conversas sem intenção me diz tudo o que preciso para me ficar a conhecer. Basta estar atenta, ouvir quando há discurso e também o que o silêncio nos quer dizer. O mundo oferece-nos todas as repostas que precisamos para sobreviver.
Obrigada ao Ricardo, que depois de uma hora a conversar, me disse que "desta vez foi tudo bastante mais claro".

1 comentário:
Nem mais ;)
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