Nos meses que vivi em casa do meu tio em 1997, aprendi muita coisa. Ele ensinou-me muito sobre a minha família, sobre o que é importante e o que podia ser diferente na minha vida. Levou-me com ele muitas vezes ao ballet, a concertos e a museus e deu-me livros para ler. Descobri nesse ano que tinha vivido até então num mundo muito pequenino e que ia ter que me esforçar para saber mais.
Como prenda de despedida, levou-me com ele a Berlim. No segundo dia fomos a uma loja de Livros de Banda Desenhada e deu-me alguns marcos (acho que 50 ou 100 mas não tenho a certeza porque já nem sei quanto é que isso vale). Eram dois pisos de perdição. Tinha sido nesse ano apresentada à Banda Desenhada e nunca tinha tido tanta escolha na minha vida. Porque não conhecia livros de Banda Desenhada para além do Asterix e porque nunca tinha tido a oportunidade de gastar dinheiro em livros só para mim, para além dos escolares.
Estava dentro da loja em estado de irritante indecisão. Pegava e largava sem saber o que comprar. "Já decidiste o que vais levar?" perguntou o meu tio. "Compro este". Só esse? Pegaste em tantos livros e demoraste tanto tempo..." Respondeu-me zangado. "Não sou capaz de gastar o dinheiro todo"
Saí da loja com o suficiente para me ocupar umas tardes de leitura.
Demorou algum tempo até voltar a poder sair de uma livraria com o que queria e ainda mais tempo para voltar a ler livros de Banda Desenhada.
Não é nada de especial, mas é um passatempo meu. E ficou decidido que em 2010 ia voltar a fazer o que gosto.
Desde que fui viver uns meses com o meu tio que me tenho esforçado para aprender coisas novas. Não aprendi muito desde então, mas sei que há mais para além do que está imediatamente à minha volta. Pode não ser muito, mas são estas coisas pequeninas que tenho como passatempos, que me fazem sentir bem. Porque das grandes, já desisti.
Como prenda de despedida, levou-me com ele a Berlim. No segundo dia fomos a uma loja de Livros de Banda Desenhada e deu-me alguns marcos (acho que 50 ou 100 mas não tenho a certeza porque já nem sei quanto é que isso vale). Eram dois pisos de perdição. Tinha sido nesse ano apresentada à Banda Desenhada e nunca tinha tido tanta escolha na minha vida. Porque não conhecia livros de Banda Desenhada para além do Asterix e porque nunca tinha tido a oportunidade de gastar dinheiro em livros só para mim, para além dos escolares.
Estava dentro da loja em estado de irritante indecisão. Pegava e largava sem saber o que comprar. "Já decidiste o que vais levar?" perguntou o meu tio. "Compro este". Só esse? Pegaste em tantos livros e demoraste tanto tempo..." Respondeu-me zangado. "Não sou capaz de gastar o dinheiro todo"
Saí da loja com o suficiente para me ocupar umas tardes de leitura.
Demorou algum tempo até voltar a poder sair de uma livraria com o que queria e ainda mais tempo para voltar a ler livros de Banda Desenhada.
Não é nada de especial, mas é um passatempo meu. E ficou decidido que em 2010 ia voltar a fazer o que gosto.
Desde que fui viver uns meses com o meu tio que me tenho esforçado para aprender coisas novas. Não aprendi muito desde então, mas sei que há mais para além do que está imediatamente à minha volta. Pode não ser muito, mas são estas coisas pequeninas que tenho como passatempos, que me fazem sentir bem. Porque das grandes, já desisti.
4 comentários:
Ainda no outro dia a ver umas fotografias, lembrei-me dele, com saudades...
Gostei muito de la ter estado e de o ter conhecido também.
Bjs
SP
Olá garota, se quiseres ler BD sem gastar muitos marcos podes sempre passar por cá e levar alguns livros da minha biblioteca. Tenho a certeza que os devolverás depois de ler.
Bjs
Rui
E da minha biblioteca de BD tb. Aproveita no sábado ;)
Bj
Nuno Rechena
Também sou fã de BD, em pequena eram os Tio Patinhas e as Mónicas, hoje é Bilal, Alan Moore, Schuiten e Peeters... É um mundo que nunca me canso de descobrir. Só é pena os albuns serem tão caros...
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