Ontem fui à EGP assistir à entrega do Prémio Empreendedor 2006 ao Comendador Américo Amorim.
Num auditório maioritariamente preenchido por homens de fato e gravata, e onde a fila da frente estava ocupada pelo Board of Directors do Grupo Amorim (todos homens, claro, ou havia alguma dúvida em relação a isso??!) ouvi este gigante falar, sem ponta de modéstia, da sua vida e da economia mundial desde o início de uma carreira impressionante.
O Américo Amorim é um colosso. Um senhor espaçoso, com um nariz grande e uma presença que mete medo. Começou por dizer que lhe tinham pedido para falar 45 minutos mas que se tinha decidido ficar pelos 15 porque preferia que lhe fizessem perguntas.
Mas quem é que tem coragem de fazer perguntas ao Américo Amorim? Eu já tinha ido às quintas-feiras à noite da EGP, e da última vez até coloquei uma questão ao orador e muitos alunos do MBA fizeram o mesmo, mas ao Américo Amorim??! Que pergunta podiamos fazer sem que ele se risse porque a pergunta é estúpida e uma perda de tempo?
Também não ajudou ele ter dito que, quando vai de férias, prefere ler o jornal ou um livro a ter conversas inúteis com as pessoas que o rodeiam. Porque o tempo todo que ele tem é para aprender. E se não está a aprender nada….não vale a pena desperdiçar palavras.
A palavra irreverência foi repetida vezes sem conta. Porque é uma característica que falta aos portugueses. Também nos deu uma lição sobre como em Portugal se fala demais. Pelos vistos vivemos no país onde mais tempo se passa a falar ao telemóvel. O parque de estacionamento da Católica também foi criticado. Porque os pais portugueses facilitam muito a vida aos filhos e acabam por estar a criar inúteis.
“Conhecer” o Américo Amorim foi uma surpresa. Eu pensava que não ia gostar nada dele. Mas acabei por concordar com a maior parte das coisas que ele disse.
Quanto a fazer-lhe perguntas, as únicas coisas que eu tinha mesmo vontade de saber eram:
- Sr. Américo Amorim, tendo em conta que começou há 54 anos atrás, acha que se fosse mulher, tinha tido as mesmas oportunidades de viajar para conhecer o mundo e de construir o império que tem hoje?
Ou então:
- Sr. Comendador, o que me tem a dizer sobre a sua reputação de pagar mal aos seus funcionários e de construir um império às custas da miséria dos outros?
Mas não me parece que ele tenha tempo para discussões com feministas comunistas. Ainda se punha a ler o jornal…
Num auditório maioritariamente preenchido por homens de fato e gravata, e onde a fila da frente estava ocupada pelo Board of Directors do Grupo Amorim (todos homens, claro, ou havia alguma dúvida em relação a isso??!) ouvi este gigante falar, sem ponta de modéstia, da sua vida e da economia mundial desde o início de uma carreira impressionante.
O Américo Amorim é um colosso. Um senhor espaçoso, com um nariz grande e uma presença que mete medo. Começou por dizer que lhe tinham pedido para falar 45 minutos mas que se tinha decidido ficar pelos 15 porque preferia que lhe fizessem perguntas.
Mas quem é que tem coragem de fazer perguntas ao Américo Amorim? Eu já tinha ido às quintas-feiras à noite da EGP, e da última vez até coloquei uma questão ao orador e muitos alunos do MBA fizeram o mesmo, mas ao Américo Amorim??! Que pergunta podiamos fazer sem que ele se risse porque a pergunta é estúpida e uma perda de tempo?
Também não ajudou ele ter dito que, quando vai de férias, prefere ler o jornal ou um livro a ter conversas inúteis com as pessoas que o rodeiam. Porque o tempo todo que ele tem é para aprender. E se não está a aprender nada….não vale a pena desperdiçar palavras.
A palavra irreverência foi repetida vezes sem conta. Porque é uma característica que falta aos portugueses. Também nos deu uma lição sobre como em Portugal se fala demais. Pelos vistos vivemos no país onde mais tempo se passa a falar ao telemóvel. O parque de estacionamento da Católica também foi criticado. Porque os pais portugueses facilitam muito a vida aos filhos e acabam por estar a criar inúteis.
“Conhecer” o Américo Amorim foi uma surpresa. Eu pensava que não ia gostar nada dele. Mas acabei por concordar com a maior parte das coisas que ele disse.
Quanto a fazer-lhe perguntas, as únicas coisas que eu tinha mesmo vontade de saber eram:
- Sr. Américo Amorim, tendo em conta que começou há 54 anos atrás, acha que se fosse mulher, tinha tido as mesmas oportunidades de viajar para conhecer o mundo e de construir o império que tem hoje?
Ou então:
- Sr. Comendador, o que me tem a dizer sobre a sua reputação de pagar mal aos seus funcionários e de construir um império às custas da miséria dos outros?
Mas não me parece que ele tenha tempo para discussões com feministas comunistas. Ainda se punha a ler o jornal…
2 comentários:
O Américo Amorim pagar mal? Está com certeza mal informada. Construir um império à custa da miséria dos outros? Quais outros? É bom que clarifique: quem é que ficou miserável com a actividade das empresas de Américo Amorim? Conhece alguém? Tente explicar como é que um empresário que fez do seu grupo um dos primeiros ao nível mundial (e, com isso, redistribuindo riqueza) vive à custa da miséria dos outros.
Falar gratuitamente é fácil. É de borla.
Jap, repara por favor que a minha questão referia que ele tem REPUTAÇÃO de pagar mal. E eu fiz questão de escrever assim porque a minha pergunta baseava-se naquilo que eu ouço aqui na zona onde moro (e onde há muita gente a trabalhar nas fábricas dele). E também tens que ver que não me refiro a quadros médios e de chefia. Estava a referir-me aos operários fabris e administrativos.
E já agora mais uma coisa, este blog foi escrito para os meus amigos (como podes ficar a saber se leres a primeira crónica). Eu não tenho a mínima intenção de estar a ser super original ou dar pareceres baseados em estudos cientificos que comprovem tudo o que eu digo.
Se trabalhas para o Grupo Amorim e és bem pago, parabéns e ainda bem. Porque de profissionais mal pagos está este país cheio.
Para acabar, tenho pena que não tenha dado para perceber que fiquei a admirar o Americo Amorim pelo que ele construiu...
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